O hardcore pareceu ser, tempos depois, o movimento que viria resgatar a “aura” dos anos 80 e sua voz de protesto, mas tomou o mesmo rumo, tornando-se mais um na multidão. Alguns representantes ainda buscam manter-se firme em seu propósito de ser uma voz de alerta, porém as letras, quando chegam à sociedade, chegam com um discurso taxativo, beirando uma rebeldia sem causa e, pior, sem poesia – quando comparada a época de ouro de LEGIÃO URBANA, RPM, TITÃS, KID ABELHA, PEBLE RUDE, NENHUM DE NÓS, TIGRES DE BENGALA, 365, entre outros.
Pergunto-me o que estaria sendo produzida no cenário fértil de hoje por bandas como Plebe Rude, RPM, Legião Urbana, representantes exponenciais dos que possuíam forte entonação política naquela epoca, antes de qualquer coisa, poesias.
O contexto histórico é outro atualmente. Nos anos 80 o Brasil saia da ditadura, a economia estava estagnada, a população era totalmente desinformada. O país vivia uma época de crise, o que dava ânimo para escrever sobre política, rebeldia, anarquismo e etc. A juventude era outra pois eles cresceram em um ambiente completamente diferente.
Como hoje o país vive uma pseudo-tranquilidade política e econômica, as pessoas não se interessam mais em ouvir letras subversivas e implicantes. Apesar do excesso de informação, poucas sabem filtrar o que de fato é útil, e engolem qualquer coisa.
Bandas mercadológicas, como Fresnos e Restarts da vida, sempre existiram, mas não faziam tanto sucesso quanto Plebe Rude ou Legião Urbana devido àquela questão da cultura.
Como hoje o país vive uma pseudo-tranquilidade política e econômica, as pessoas não se interessam mais em ouvir letras subversivas e implicantes. Apesar do excesso de informação, poucas sabem filtrar o que de fato é útil, e engolem qualquer coisa.
Bandas mercadológicas, como Fresnos e Restarts da vida, sempre existiram, mas não faziam tanto sucesso quanto Plebe Rude ou Legião Urbana devido àquela questão da cultura.
Uma duvida, ainda ronda nossas cabeças queridos amantes do rock:
- Será que o rock nacional, aquele que não ficava de cabeça baixa as injustiças, aquele que aclamava revoluções e insistia na liberdade de expressão, aquele que era uma ideologia, estará morto?

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