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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Raul Seixas




Foi no ano de 1945 a 28 de junho, em uma tradicional família de Salvador que nascer Raul Santos Seixas, filho de Dona Maria Eugênia e do engenheiro Raul Varella Seixas, Raulzito foi educado conforme o conservadorismo das famílias de classe média da Bahia.
Desde os sete anos Raul já se questionava sobre coisas como o fim do mundo, a volta de seu espírito em outros corpos, o julgamento final. Seu pai gostava de ler para ele livros sobre assuntos metafísicos. O que mais lhe marcou foi o livro Dos Por Quês. Mas, na adolescência de Raul Seixas - 1958 - Rock 'n Roll era música para empregadas domésticas e caminhoneiros.
Os garotos de sua idade e condição social ouviam Bossa Nova no Teatro Vila Velha, mas Raulzito preferia ficar entre os caminhoneiros e domésticas. Em pouco tempo já sabia cantar em inglês as canções de Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis. Os Panteras, em uma de suas formações, era composto por Raulzito no vocal, Mariano, Pirinho, Helinho e Antonio Carlos - o Carleba. Todos eles faziam o gênero James Dean, topete no cabelo e a gola da camisa levantada. O tipo de comportamento e as músicas dos Panteras não agradavam as mamães de família que os classificavam como "esquizofrênicos".
Em 1967 Raul se casa com Edith Wisner, filha de um pastor protestante. Neste mesmo ano, Raul, a esposa e Os Panteras foram para o Rio de Janeiro. Salvador havia ficado pequeno para o sucesso do grupo. Desde 1964 Raulzito e Os Panteras começaram a cantar músicas dos Beatles. Passaram a dar shows nos clubes "chiques"da Bahia. Agora tinham adotado um estilo menos agressivo. Usavam os famosos "terninhos" dos Beatles, e as músicas, embora continuassem sendo rock, não eram usadas de forma violenta.
Com os Beatles Raul percebeu que poderia usar a música para dizer o que ele pensava - era isso que faziam os Beatles. Raul começa a compor, para dizer em suas músicas, o que ele pensava. O grupo chegou no Rio no pique da Jovem guarda e encontrou o alvorecer do Tropicalismo. Raulzito não gostava de Bossa Nova: "tinha ódio de Bossa Nova, eu não me ligava na cultura musical brasileira" - dizia Raul numa entrevista à Ana Maria Baiana.
Uma das primeiras composições de Raul já teve problemas com a censura - O Crivo - cigarro na gíria, e a censura pensou que fosse maconha. Raul nem sabia o que era maconha, naquela época a garotada era "biritera". Raul teve dificuldades para "fazer rock" Rio de Janeiro. O que estava no auge era o Tropicalismo. Ninguém ouvia Chuck Berry, Mick Jagger, etc. Mesmo assim, Os Panteras conseguiram gravar um LP: Raulzito e Os Panteras, que não foi sucesso, pois além da má divulgação, as músicas não agradaram o público.
Raul Seixas Conheceu Paulo Coelho em 1972 quando ainda era produtor da CBS. Paulo, recém chegado de muitas viagens feitas enquanto fazia parte do movimento hippie, fundou no Rio de Janeiro uma revista chamada 2001 com matérias sobre nova física, alimentação, discos voadores, etc.
Raul se interessou pelos assuntos da revista e resolveu procurar Paulo. Os dois se encontraram, jantaram juntos e ficaram amigos. A idéia de Ter Paulo Coelho como parceiro agradou muito Raul, pois nesta época Paulo estava envolvido com estudos sobre a magia de Aleister Crowley. Os ideais do mago inglês despertaram o interesse de Raul que decidiu, com a ajuda de Paulo Coelho, colocar as informações nas músicas.
E assim, os dois compositores passaram a divulgar as idéias de Crowley. A música Sociedade Alternativa foi a primeira manifestação da influência de Crowley, que iria acompanhar Raul Seixas até o final de seu trabalho. Depois que cumpriu seu trabalho, Raul Seixas nos deixou, mas até hoje em algum lugar existe alguém que ainda o escuta, seguindo seu caminho, mas de um modo diferente, assim como você que está lendo esta mensagem.
"Viva a Sociedade Alternativa"

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, vai virar filme


Uma das canções de rock mais inusitadas do país,”Faroeste Caboclo”, do inesquecível Renato Russo, ganhará as telas do cinema em 2011!
E para marcar o início desta ousada produção cinematográfica e explorar o rico universo dos 159 versos e 9 minutos de canção, o Yahoo! Brasil em parceria com a Gávea Filmes lança um projeto web colaborativo e inédito no país.
Neste portal, você poderá acompanhar muito mais do que apenas os bastidores, terá acesso a ensaios, entrevistas, matérias investigativas e curiosidades acerca do universo criado por Renato Russo na canção “Faroeste Caboclo”, terá a real oportunidade de fazer parte da construção deste filme através de concursos, enquetes e promoções, e, lógico, saberá em primeira mão as notícias exclusivas da produção, como a que vem a seguir…
Em primeira mão
João de Santo Cristo, Maria Lúcia e Jeremias, personagens centrais da trama de “Faroeste Caboclo” agora têm corpo e voz. O primeiro grande desafio desta adaptação cinematográfica foi concluído. Escolhemos o nosso elenco principal.

Fabrício Boliveira – João de Santo Cristo
soteropolitano, 28 anos, nem peixes, nem ascendente escorpião, o rapaz é touro, com provável ascendente em sagitário, carimbado por passagens no teatro, no cinema e na televisão, marcado pelo reggae e por uma ex-namorada siderada por Renato Russo.

Ísis Valverde – Maria Lúcia
belo-horizontina, 23 anos, duplo aquário, fã de Tim Maia, devotada atriz-revelação da televisão, entusiasmada com sua merecidíssima estreia no cinema e, suspeita de saber de cor a letra da canção “Faroeste Caboclo”.

Felipe Abib – Jeremias
carioca, 28 anos, sagitário ascendente em leão, formado pela Martins Pena e pela UniverCidade, gabaritado com os espetáculos “Pterodátilos”, “Corte Seco” e “Cachorro!” e influenciado por Led Zeppelin, Raul Seixas, Raimundos e, claro, Legião Urbana.


Fonte: Yahoo

segunda-feira, janeiro 17, 2011

O que aconteceu com o Heavy Metal nacional?

Há alguns anos atrás, meu primo Fábio me apresentou o Album “The Number Of The Beast”, do renomado grupo Iron Maiden. Foi uma paixão à primeira ouvida. Sem delongas, o álbum era muito bem executado.



Muitos anos se passaram desde aquele album , muitas bandas apareceram, outras morreram, novos conceitos do metal surgiram, outros afundaram no nascimento, bizarrices foram lançadas, porém, no contexto geral, o Heavy Metal e suas vertentes só cresceram de lá para cá.

Pensando no eixo brasileiro, nada foi muito diferente do que aconteceu no mundo inteiro. Muitas bandas surgiram e mostraram lá fora o que era o Heavy Metal de qualidade. Bandas como Sepultura, Viper, Skyscraper e muitas outras, levaram o metal nacional às alturas e o apresentaram para o mundo.

Depois no enorme “boom” nacional no exterior, novas bandas foram surgindo e apresentando um excelente material, com a mais alta qualidade e expressão. Posso dizer que a banda paulista Angra é uma das grandes responsáveis pela mudança de estilo cultural que até então, era ouvido no Brasil. Misturas de baião, levadas de xaxado e outras miscelâneas deram um novo tom ao estilo “pauleira” brasileiro. Não posso esquecer-me do rock americanizado do Dr. Sin, de extrema qualidade.

Depois de todo este debut magnífico, músicos saíram de bandas, bandas acabaram, bandas se formaram, novos estilos musicais internacionais variantes do metal surgiram, e mais uma vez, o metal nacional seguiu a sua “pegada” original sem acompanhar tendências, mantendo o que realmente tinha, ainda, certa qualidade. Nomes como Shaman, Karma, Hangar, entre outros, surgiram em um período em que o New Metal falava mais alto. Porém, a qualidade sobreviveu ao acontecimento (não que o new metal seja ruim ou não tenha méritos). O Shaman apresentou ao mundo outra mistura até então desconhecida. A mistura de música mais que raiz, a música simples e pesada.

Neste momento, eu achava que o Heavy Metal estava voltando as suas origens, resgatando a influência do passado, mas sem perder o peso que era necessário atualmente. Novos recursos da informática foram sobrepostos com o lançamento do álbum “Ritual”, que é totalmente analógico. O Angra acabara de lançar o álbum “Rebirth”, muito bem executado e gravado. Influência geral no Brasil. O Heavy Metal voltava aos dias de glória.

Por sua vez, a banda paulista Karma, estava lançando o seu álbum “Leave Now!!!”, produzido por seu vocalista Thiago Bianchi. O álbum era uma espécie de vitória pessoal para os músicos da banda, que no decorrer das gravações, passaram por diversas turbulências desanimadoras. A garra foi maior e o produto veio ao mercado. Um excelente trabalho, com pegadas mais atuais, seguindo a nova tendência do metal internacional, porém, um álbum totalmente único.

Infelizmente, o Karma foi uma das bandas vítimas do enfraquecimento do movimento e apadrinhamento de bandas pelos seus seguidores. Isto já havia acontecido com outros nomes nacionais no passado, como o Korzus, Salário Mínimo, Dr. Sin, entre outros. E é aí que entra o assunto em questão. Qual o real motivo de apadrinharmos as bandas? Devemos segui-las como religiões? Não seria mais importante escutarmos de tudo, para termos uma boa referência musical?

Claro, em minha individual opinião, sim. Porém, não é assim que a grande maioria do público pensa. Em geral, pessoas preferem formar ídolos, a aceitarem a condição de ter várias bandas excelentes lançando seus trabalhos.

Mais uma vez, o mercado nacional do heavy metal estava estafado, com sinais de crise nas vendas e com o vai-e-vem de músicos e bandas insatisfeitos com suas parcerias musicais. Neste período, perdemos grandes referências musicais pelo individualismo de alguns profissionais do ramo e do próprio público em questão. O Heavy Metal nacional estava, e está, em baixa.

O público sentia a queda e também amargurava o seu próprio erro, tendo assim, materiais lançados de altíssima qualidade, mas que não representavam o que realmente cada profissional queria fazer. Parece-me, em minha opinião, que o estilo e as bandas nacionais perderam a identidade. Culpa deles e culpa nossa. Neste ínterim, é fácil jogar as fezes no ventilador e ver qual quadro essa pintura vai formar.

Recentemente, o vocalista Thiago Bianchi, publicou um desabafo informal que critica a cena e o público em geral, pedindo apoio e entendimento dos envolvidos na cena ( http://whiplash.net/materias/news_857/119453-shaman.html ). Artigo válido, porém, que pode ser interpretado de forma dúbia pelos apadrinhadores do estilo. Eu concordo em partes (como todo formador de opinião) com que foi dito no artigo. Concordo com os culpados apontados, mas não posso concordar que a culpa única é do ouvinte do estilo.
Por fim, só posso crer que a carta de agradecimento escrita pelo Thiago, dias após o seu desabafo, seja um fato real e que venha surtir frutos maravilhosos para a cena do heavy metal nacional ( http://whiplash.net/materias/news_856/119985-shaman.html ). Estou esperançoso destes acontecimentos ao qual o Thiago se comprometeu. Se isso tudo acontecer, a cena realmente voltará a ser mais forte.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

O Grande Visionário




Cazuza é considerado hoje um dos maiores poetas do rock nacional. Rebelde e lírico, sempre foi uma mistura interessante.
Abaixo uma de suas maravilhosas musicas, a qual em minha opinião demonstra o grande gênio que foi cazuza





Ideologia
Cazuza
Meu partido
É um coração partido
E as ilusões
Estão todas perdidas
Os meus sonhos
Foram todos vendidos
Tão barato
Que eu nem acredito
Ah! eu nem acredito...
Que aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Frequenta agora
As festas do "Grand Monde"...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...
O meu prazer
Agora é risco de vida
Meu sex and drugs
Não tem nenhum rock 'n' roll
Eu vou pagar
A conta do analista
Pra nunca mais
Ter que saber
Quem eu sou
Ah! saber quem eu sou..
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Pra viver...
Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro...
Meus heróis
Morreram de overdose
Meus inimigos
Estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver..
Ideologia!
Pra viver
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...





A música Ideologia composta por Cazuza  fala sobre os jovens da época que foi composta (1988), e mais especificamente sobre o próprio Cazuza que em  toda a sua vida ele quis ser o “garoto que queria mudar o mundo” deixá-lo diferente, com igualdade, mas agora seus sonhos do passado estavam partindo.
Na música vemos versos como “Meu partido é um coração partido” que diz respeito aos escândalos políticos que se davam e que cazuza não acreditava mais na política de sua época, e “os meu sonhos foram vendido e tão baratos que eu nem acredito” que fala sobre os sonhos e ilusões que ele tinha quando era jovem de ver um mundo mais igual e que agora ele viu de perto que não era mesmo assim podemos ver essa referencia na segunda estrofe da música que diz “que aquele garoto que ia mudar o mundo/frequenta agora as festas do “Grand Monde”…” vemos ele dizendo que aquele mesmo jovem sonhador cheio de ilusões para a vida agora agora está frequentando os lugares que ele mas repudiava, esta fazendo o contrario do que ele acreditava do que era sua filosofia de vida, sua Ideologia.
Parece até que Cazuza sabia que seria enternizado pelas suas maravilhosas letras, verdadeiras professias, que serviriam aos mais de 180 milhões de habitantes desse País, ultrapassando gerações e mais gerações, pena que o nosso sistema, também continuará o mesmo, caso não façamos nada. Depende de todos nós revertê-lo e dizer “Eu tenho Ideologia”
Sinceramente, esta letra é fenomenal pelo fato de que mostra como o Cazuza se sentia naquela época. Se prestássemos atenção nos dias de hoje há uma grande massa que não levanta bandeira para partido político nenhum.  Com a queda do Muro de Berlim e a dissolução da URSS, a era das ideologias chegaram ao fim. Sobrou a perplexidade geral, sensação de desamparo e cada vez mais instável”.
Cazuza foi um  visionário que  percebeu esta sensação de desamparo e transpôs em sua musica e em cada verso podemos ver o grande visionário que era cazuza.

Uma das estrofes que poderá demonstrar o grande visionário é :
“Pois aquele garoto
Que ia mudar o mundo
Mudar o mundo
Agora assiste a tudo
Em cima do muro
Em cima do muro…”

É exatamente assim que a maioria dos jovens estão perante a política nos dias de hoje, essa frase não muda nem com o passar do tempo. Eles assistem  tudo de camarote e não fazem nada, simplesmente é mais cômodo deixar as coisas como estão. Isso sim que é uma idéia completamente errada. Temos que reagir porque nós é que escolhemos nosso presente e futuro. Se ficarmos em cima do muro sempre, nada muda

terça-feira, janeiro 04, 2011

Será?

Atravessamos tempos em que o rock nacional encontra-se ofuscado por diversos gêneros que pipocam aos montes por aí, como o eletrônico, ou por “roqueiros” que fizeram do movimento uma modinha e mais um produto comercial, indo em direção contrária aos primórdios do gênero. Uma cantora que ainda ameaçou dar uma luz de esperança foi a baiana Pitty em seu primeiro e segundo disco, mas decepcionou no seguinte. Em suma, o gênero perdeu sua identidade meio aos já mencionados novos estilo.
O hardcore pareceu ser, tempos depois, o movimento que viria resgatar a “aura” dos anos 80 e sua voz de protesto, mas tomou o mesmo rumo, tornando-se mais um na multidão. Alguns representantes ainda buscam manter-se firme em seu propósito de ser uma voz de alerta, porém as letras, quando chegam à sociedade, chegam com um discurso taxativo, beirando uma rebeldia sem causa e, pior, sem poesia – quando comparada a época de ouro de LEGIÃO URBANA, RPM, TITÃS, KID ABELHA, PEBLE RUDE, NENHUM DE NÓS, TIGRES DE BENGALA, 365, entre outros.
Pergunto-me o que estaria sendo produzida no cenário fértil de hoje por bandas como Plebe Rude, RPM, Legião Urbana, representantes exponenciais dos que possuíam forte entonação política naquela epoca, antes de qualquer coisa, poesias.
O contexto histórico é outro atualmente. Nos anos 80 o Brasil saia da ditadura, a economia estava estagnada, a população era totalmente desinformada. O país vivia uma época de crise, o que dava ânimo para escrever sobre política, rebeldia, anarquismo e etc. A juventude era outra pois eles cresceram em um ambiente completamente diferente.
Como hoje o país vive uma pseudo-tranquilidade política e econômica, as pessoas não se interessam mais em ouvir letras subversivas e implicantes. Apesar do excesso de informação, poucas sabem filtrar o que de fato é útil, e engolem qualquer coisa.
Bandas mercadológicas, como Fresnos e Restarts da vida, sempre existiram, mas não faziam tanto sucesso quanto Plebe Rude ou Legião Urbana devido àquela questão da cultura.

Uma duvida, ainda ronda nossas cabeças queridos amantes do rock:              
 - Será que o rock nacional, aquele que não ficava de cabeça baixa as injustiças, aquele que aclamava revoluções e insistia na liberdade de expressão, aquele que era uma ideologia, estará morto?

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Eterno Renato Russo

Como não lembrar do que não pode ser esquecido. O grandioso Renato Russo, que completaria 51 anos do seu nascimento, sobrevive na memória de cada um dos seus intermináveis fãs. Uma voz que fortaleceu e deu esperança, influenciando talentos de toda uma geração. Russo encantou o Brasil com sua voz e inteligência. Marcou e ainda marca presença nos corações que ainda hoje se emocionam ao ouvir seus versos em melodias expressivas e verdadeiras em cada palavra, em cada tom.
Renato Russo influenciou toda uma geração com seus versos e postura rock ‘ n’ roll  / Por Lúcio Flávio
Às vezes, tomado por sinceridade desconcertante, Renato Russo polemizava com declarações contundentes acerca de temas variados. Dava um tom enigmático, quase ingênuo, à sua retórica fluente e verborrágica. Numa entrevista à uma revista semanal em abril de 1994, dois anos antes de sua morte, respondeu assim à pergunta se aos 50 anos ainda estaria compondo e fazendo sucesso. “Não sei, não sei nem mesmo o que vou estar fazendo daqui a três dias”, resumiu, irônico.
Passados 14 anos de sua morte, uma certeza perdura. O líder da Legião Urbana é venerado por fãs e ainda faz sucesso. Muito sucesso. Um dos responsáveis pela popularização do rock nacional nos anos 1980. “Ele era quatro anos mais velho do que eu, mas aos poucos fui percebendo quem o Renato era”, lembra Dinho, vocalista do Capital Inicial. “Um cara de uma inspiração e talento extraordinários, uma coisa muito acima do resto, era uma ‘aberração da natureza’”, define o vocalista. “Às vezes, eu fico pensando quando é que a gente vai ter um outro Renato Russo. Mesmo com tanta gente genial por aí, acho que hoje não tem interesse das pessoas de fazer música para o país como ele tinha. Ele tinha ambição”, faz coro o líder do Skank, Samuel Rosa.
Renato Manfredini Júnior, nome artístico: Renato Russo (Rio de Janeiro, 27 de março de 1960 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1996) foi um cantor e compositor brasileiro.
Russo é considerado um dos mais importantes compositores do rock brasileiro. Sua primeira banda foi o Aborto Elétrico (1978), a qual durou quatro anos, e terminou devido às constantes brigas que havia entre ele e o baterista Fê Lemos.Renato herdou desta banda uma forte influência punk que influenciou toda a sua carreira.
Em 1982, integrou a banda Legião Urbana. Nesta nova banda desenvolveu um estilo mais próximo ao pop e ao rock do que ao punk. Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte, em 11 de outubro de 1996.
Gravou ainda três discos solo e cantou ao lado de Herbert Vianna, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Paulo Ricardo, Erasmo Carlos, Leila Pinheiro, Biquini Cavadão e 14 Bis.
À frente da Legião Renato Russo atingiu o auge de sua carreira como músico, sendo reconhecido como um dos maiores poetas do rock brasileiro, criando uma relação com os fãs que chegava a ser messiânica (alguns adoravam o cantor como se fosse um deus). Os mesmos fãs chegavam a fazer um trocadilho com o nome da banda: Religião Urbana/Legião Urbana. Renato desconsiderava este trocadilho e sempre negou ser messiânico.
Renato Russo soube juntar conhecimento, sentimento, emoção, sensibilidade. Se ele pinçou muitas coisas de outros autores. Para mim a importância dele e de suas músicas está no que ele representava, para mim e para milhares de pessoas, representava nossas emoções, nossos sentimentos, nossa indignação, nossa revolta, nossas buscas, nossos desejos.

Renato foi uma das pessoas mais autênticas que já existiu no mundo.

Ele cantava com emoção, com sentimento, suas músicas eram ele e ele era suas músicas, uma fusão perfeita.

Renato Russo faz parte da minha história de vida. Para todas as fases tem sempre uma música marcante da Legião Urbana. As músicas dele acompanharam minha adolescência, minhas fases de rebeldia, meus momentos de alegria, de dificuldades, de sofrimento, de aprendizado e de amadurecimento. Ele vai continuar fazendo parte da minha vida para sempre! Por exemplo, vou me casar ao som de Monte Castelo e vou ensinar meus filhos a gostar das músicas da Legião. Aliás, atualmente o rock nacional está muito fraco. Péssimo! A nossa juventude  não tem boas referências musicais. Falta conteúdo e senso crítico!!!A habilidade de expressar nossos sonhos, ideologias, sentimentos e descontentamentos. Enfim, não há ninguém como ele e suas lindas letras, me faz entrar em um mundo imaginário, só lamento não ter o conhecido, pois como fala a musica, os bons morrem cedo, renato foi embora quando eu tinha apenas 2 anos de idade. Mas tenho certeza que em algum lugar ele esta vendo o carinho de todos que acompanharam sua carreira, pois quem sabe algum dia não nos encontraremos?
Renato Russo meu eterno mestre…