segunda-feira, janeiro 31, 2011

Um dos Pioneiros do Rock 'n' Roll






Meus caros!

Hoje minha singela homenagem vai para um pioneiro do Rock’n’Roll, por quem tenho enorme admiração.

Se estivesse vivo senhor Roy Kelton Orbison, nascido no Texas, estaria completando 75 anos. Infelizmente um ataque do coração silenciou a voz mais bonita do Rock em 1988, aos 54 anos.

O menino Roy, nascido em 36, ganhou sua primeira guitarra aos 6 anos, o que lhe permitiu ter sua primeira banda já aos 13, em 1949. Em 54 estava na universidade quando o amigo Pat Boone o convenceu a montar uma nova banda. Começou a tocar na noite, trabalhando de dia nos campos de petróleo, como o pai. Estas apresentações o levaram a fazer amizade com o lendário Johnny Cash, que o indicou para a Sun Records, em 56, que já contava com Elvis e Jerry Lee Lewis, além do próprio Cash em seu cast. Seu compacto de estréia, Ooby-Dooby, foi o início de uma carreira de grande sucesso.

Nos anos 60 Orbison se tornou tão importante a ponto de ter a admiração dos Beatles, que chegaram a abrir seu shows na Inglaterra, onde Roy conseguiu a proeza de ficar a frente dos próprios rapazes de Liverpool nas paradas de sucesso, como em 64, com 'Oh, Pretty Woman'.

Mas todo este sucesso não foi suficiente para aliviar a dor de duas tragédias pessoais. Em 66 sua esposa Claudette Frady, para quem Orbison havia escrito um de seus sucessos, faleceu ao cair da garupa de sua moto. Dois anos depois outro acidente terrível, enquanto excursionava pela Inglaterra, um incêndio destruiu sua casa, matando dois filhos de seus três filhos, um de 10 e outro de 4 anos. Roy que já era uma pessoa tímida e reservada, passou boa parte de sua vida de luto, razão pela qual, costuma-se dizer, vestia-se sempre de preto.

Nos anos 70, após novo casamento, sua carreira declinou e Orbison entrou em um período obscuro. Porém na década seguinte seus sucessos foram revisitados em novos lançamentos, homenagens e parcerias, que levaram a Voz de Ouro a brilhar como nunca.

Em 1988, pouco antes de sua morte, Roy foi convidado por George Harrison, o eterno guitarrista dos Beatles, a integrar um grupo de superastros (em minha opinião o maior de todos). O Traveling Wilburys contava ainda com ninguém menos que Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Lynne, uma formação que só poderia produzir maravilhas. Conta-se que o respeitável Beatle teria literalmente ajoelhado-se aos pés de Orbison para que este aceitasse participar do grupo.

Tal respeito era comum em relação a Roy, Dylan dizia que ele transcendia todos os gêneros musicais. Já Elvis, o Rei do Rock’n’Roll dizia que The Big’O (apelido de Orbison) era o dono da voz mais bonita do Rock.

Roy se foi antes de ver o sucesso de sua velha canção alcançar novamente as paradas de sucesso ao entrar na trilha sonora do filme Pretty Woman (Uma Linda Mulher), em 1990. Este foi apenas um de diversos filmes com canções suas.


Apesar de todo o sucesso e respeito de seus pares Roy Orbison era um homem modesto, quando perguntado como queria ser lembrado, respondia; “Eu só gostaria de ser lembrado”.

Nós lembramos, Mestre! Nós lembramos...

http://royorbison.musiccitynetworks.com/


Bob Dylan - Jeff Lynne - Tom Petty - George Harrison - Roy Orbison

domingo, janeiro 30, 2011

Alice Cooper




Depois de Alice Cooper o Rock nunca mais foi o mesmo. Inovador, polêmico, genial, são apenas alguns dos adjetivos que definem esse artista, um dos maiores de toda a história da música. Nascido na cidade de Detroit, em 1948, Vincent Furnier (seu verdadeiro nome), formou suas primeiras bandas na década de 60.

Apesar de terem sido muitas, apenas a Nazz obteve alguma repercussão, chegando a realizar algumas gravações. Finalmente, em 1969, montou o Alice Cooper junto com Mike Bruce e Glen Buxon (guitarras), Dennis Dunaway (baixo) e Neil Smith (bateria). O primeiro álbum Pretties For You foi lançado, porém, não muito bem sucedido.

A carreira do grupo começou a decolar quando o produtor Bob Ezrin aconselhou o vocalista a fazer performances diabólicas nas apresentações, além de cantar, abusando dos efeitos de horror, cobras, sangue e cenas teatrais. Com o disco Easy Action, de 1970, chamaram a atenção da mídia e das gravadoras, conseguindo um contrato com a Warner Brothers.

O sucesso definitivo chegou com o clássico School's Out (1972), seguido por Billion Dollar Babies (1973), quando atingiram o topo das paradas de todo o mundo. Ao mesmo tempo em que conheciam a fama, os integrantes da banda se viam numa difícil situação: o abuso de drogas e álcool por parte de Vincent estava cada vez mais freqüente. Decidem, portanto, seguirem com a banda sem ele, mudando o nome do grupo para Billion Dollar Babies, mas acabaram não se mantendo no cenário musical.

Vincent então adota o nome Alice Cooper, anteriormente da banda, para si próprio e passa a seguir em carreira solo. Gravou Welcome to My Nightmare, em 1975. Esse disco foi muito bem recebido e o Hard Rock praticado pelo vocalista somado ao espetáculo teatral em que haviam se transformado suas apresentações, faziam cada vez mais sucesso. Mas nem todos os álbuns foram tão bem assim. Não por falta de criatividade ou de capacidade de Alice, e sim, por causa do vício que prejudicava a sua vida e consequentemente o seu trabalho.

Apesar de ter se internado em algumas clínicas de recuperação, sua fama era mantida pelos shows, sempre lotados, já que os álbuns continuavam fracos e sem o mesmo pique do início. Somente em 1989, com Trash, em 1991, com Hey Stoopid, e em 1994, com The Last Temptation, é que Alice voltou a figurar nas paradas e a fazer algum sucesso com material inédito, emplacando alguns hits nas rádios e na MTV.

Em 2000, o álbum Brutal Planet, um dos mais pesados de toda a sua carreira, também foi muito bem recebido, sendo seguido por uma extensa turnê com praticamente todos os shows lotados. No ano seguinte, veio Dragontown , uma espécie de continuação do álbum anterior, com letras sarcásticas e o som mais arrastado. Um pouco mais devagar, é verdade, mas sem nunca deixar de soar pesado, como só Alice Cooper sabe fazer. A bateria mais uma vez ficou por conta do competente Eric Singer, consagrado por ter tocado em diversas bandas, principalmente no Kiss.

Em 2003, o cantor estava de volta com seu novo trabalho, o disco The Eyes of Alice Cooper, reunindo 13 faixas e letras sarcásticas.

De volta aos estúdios em 2005, Alice Cooper lançou em agosto o álbum Dirty Diamonds, pela New West Records. Um ano depois, o cantor estava de volta às prateleiras com o material ao vivo "Alice Cooper Box – Collector’s Edition", reunindo registros ao vivo das turnês "Welcome to My Nightmare" de 1976 e "Brutally Live" de 2000.

Em 2008, chega um novo clássico de Alice: Along Came a Spider, com direito a uma das faixas ganhar um curta-metragem com uma excelente produção, digna da qualidade rockeira dele. "Vengeance is mine" possui a marca de Slash e "Wake the Dead" a parceria de Ozzy Osbourne. Duas parcerias tão antológicas quanto a mini-turnê, intitulada de “Gruesome Twosome Tour” (algo como o “turnê do casal macabro”) que Alice fez com Rob Zombie em 2010, entre abril e maio.


Discografia1969 - Pretties For You
1970 - Freak Out Song
1970 - Easy Action
1971 - Killer
1971 - Love It To Death
1972 - School's Out
1973 - Muscle Of Love
1973 - Billion Dollar Babies
1975 - Welcome To My Nightmare
1976 - Goes To Hell
1977 - Lace And Whiskey
1977 - The Alice Cooper Show
1978 - From the Inside
1980 - Flush the Fashion
1981 - Special Forces
1982 - Zipper Catches Skin
1983 - DaDa
1986 - Constrictor
1987 - Raise Your Fist And Yell
1989 - Trash
1991 - Hey Stoopid
1992 - Live at the Whiskey A-Go-Go
1994 - The Last Temptation
1995 - Classicks
1997 - A Fistful of Alice
1999 - The Life And Crimes of Alice Cooper
2000 - Brutal Planet
2001 - Mascara & Monsters - Best Of Alice Cooper
2001 - Alice Cooper Live
2001 - Dragontown
2003 - The Eyes of Alice Cooper
2005 - Dirty Diamonds
2008 - Along Came a Spider

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Guns N' Roses

Poucos são os álbuns que realmente podem ser incluídos no Olimpo do Rock. Preciosidades como "Rocks" (1976), do Aerosmith, "Back In Black" (1980) do AC/DC e "Machine Head" (1972), do Deep Purple, são alguns destes. Como não se lembrar dos vocais rasgados de Steve Tyler em "Back In The Saddle", ou dos clássicos riffs de guitarra de "Back In Black" e "Smoke On The Water", compostos com maestria por Angus Young e Ritchie Blackmore, respectivamente? Bem, obras como essas se tornam atemporais, na medida em que são perpetuadas ao longo dos anos por diversas gerações que experimentam a proposta musical das bandas supracitadas e de várias outras.

É neste patamar profanamente divino, que algumas das músicas compostas pelos então jovens W. Axl Rose (vocais), Slash (guitarras), Izzy Stradlin (guitarras), Duff McKagan (baixo) e Steven Adler (bateria), vieram a formar, em 1987, um dos melhores álbuns de hard rock já lançados, o clássico "Appetite For Destruction". E No início, eles eram apenas mais uma banda de hard rock entre as centenas que surgiram através da consagração de bandas como o Poison, Mötley Crüe e tantas outras. Alguns anos mais tarde, no entanto, os californianos do Guns N' Roses se tornariam uma das bandas mais influentes em todo o mundo, do final dos anos 80 e início dos anos 90, trazendo de volta a atitude e a musicalidade, para um tipo de som que estava desgastado e que se mantinha apenas pelo visual.

A banda, liderada pelo vocalista e co-fundador Axl Rose, passou por várias mudanças de formação e controvérsias desde a sua criação. O Guns N' Roses lançou seis álbuns de estúdio, três EP, um álbum ao vivo e três DVDs musicais ao longo da sua carreira. O álbum mais recente da banda é Chinese Democracy, lançado em 2008 e o primeiro trabalho com novas faixas desde 1993. Suas canções de maior sucesso são "Welcome to the Jungle", "Paradise City", "Don't Cry", "Sweet Child O' Mine", "Patience", e "November Rain", que alcançaram o top 10 da Billboard. Na sua fase nova destacam-se as canções "Chinese Democracy" e "Better", singles do álbum Chinese Democracy, e "Shackler's Revenge", que saiu no jogo Rock Band 2. A banda já vendeu aproximadamente 100 milhões de cópias em todo o mundo, sendo cerca de 43 milhões somente nos Estados Unidos. O seu álbum de estréia em 1987, Appetite for Destruction vendeu cerca de 28 milhões de cópias no mundo todo, 18 milhões apenas nos Estados Unidos, sendo certificado 18 vezes platina pela RIAA (Associação da Indústria de Gravação da América).

O estilo musical, a presença em palco e a imagem de bad boy da banda contribuíram para o sucesso do grupo durante uma nova era de dominação do hard rock no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Enquanto o glam metal liderava nas vendas de discos, tabelas de vídeos e rádio, os Guns N' Roses ofereciam um som mais tradicional do rock, e conquistaram muitos fãs, impressionados pela autenticidade entusiasmante. A banda teve grande sucesso mundial entre 1988 e 1993, mas devido a conflitos de personalidade entre os membros do grupo levou ao fim do alinhamento original. Atualmente, Axl Rose e Dizzy Reed são os únicos membros originais no alinhamento do Guns N' Roses, sendo o vocalista desde 1985 e tecladista desde 1990, respectivamente. Seu novo trabalho, Chinese Democracy foi lançado no dia 23 Novembro (EUA) e 25 de novembro 2008 no Brasil e já vendeu (4 de Fevereiro de 2010) cerca de 5 milhões de cópias em todo o mundo, atingindo a certificado de platina nos EUA por chegar a marca de 1 milhão de cópias.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Breaking the Laws ! ! !









Minha homenagem hoje a um dos criadores do Heavy Metal, dono de uma das mais poderosas vozes que já se ouviu, Mr. Robert John Arhur Halford. Mas pode chamá-lo de Metal God!









Halford definiu o estilo com o Judas Priest! Nenhuma banda representa melhor o espírito do Heavy Metal, seja musical ou visualmente.

Rob não é o vocalista original da banda, entrou ainda no início, em 73, substituindo Al Atkins, mas seu timbre de voz único virou referência no som do Judas, assim como as guitarras gêmeas de KK Downing e Glenn Tipton. Tanto que os fãs não entenderam e não conseguiram aceitar quando ele deixou o grupo no início dos anos 90 para se dedicar ao projeto Fight. Ao contrário do projeto anterior, 2wo, voltado a música eletrônica, uma heresia para os fãs, o Fight era ainda mais pesado que o Judas e merece ser conhecido. O grupo lançou apenas dois álbuns de estúdio e um EP metade ao vivo e metade com remixes. O primeiro, War of Words, é uma pérola metálica.

Neste meio tempo o Judas permaneceu parado, até que resolveram voltar com Tin Ripper Owens no lugar de Halford. Apesar de Ripper ser um grande vocalista, a banda optou por deixar o som mais pesado, não existia mais a mágica do velho Judas. Esta situação permaneceu por alguns anos até que o inevitável ocorreu e o Metal God voltou, para a alegria geral da nação metálica.

Halford merece reconhecimento tanto pela sua história no heavy metal quanto em sua voz e sempre terá seu nome ecoando em nossas cabeça nos fazendo vibrar até nossos ultimos dias de vida . . .

Onde está a solidariedade ?




Como é triste morar em um país sem consciência, sem caráter, sem compaixão e amor ao próximo. Falo isso pelo clima de “lálá ô, lálá ô” que começa a tomar conta de todos os canais de televisão logo após a tragédia que arrasou o estado do Rio. Do mesmo modo que as TVs expõem centenas de mortos da tragédia na região serrana, expõem as bundas nas mulatas “rebolativas” nas telas. Odeio isso, odeio o carnaval! E odeio por inúmeros motivos. Inúmeros!

 E por conta disto, acabo quase sempre não apresentando motivos sólidos e racionais e deixo levar pela emoção negativa, a minha repulsa a tudo que envolve a festa do Rei Bobo, ops! Momo.

O papel da mulher no carnaval é algo a ser pensando. Nós mulheres do mundo todo discutimos, debatemos, procuramos a igualdade entre sexos, mas, algumas aceitam ser o estereótipo da passista com chiliques e trajes que pouco deixam à imaginação pervertida de todo homem sacana fluir. É claro que ja notaram o tamanho do traje da carnavalesca? Geralmente proporcional ao tamanho de seu cérebro imagino eu. De verdade, não sou preconceituosa. Estou falando de um estereótipo apenas.

Outra coisa. Qual a necessidade de um batalhão de músicos para reproduzir uma harmonia tão pobre e de um ritmo só? Até hoje não entendo as notas dadas para as baterias pelos jurados. Afinal, todos tocam do mesmo jeito e no mesmo ritmo. Isso serve também para outros gêneros musicais como axé, pagodes, funks cariocas e por ai vai. Um pior que o outro.

Voltando as notas que as escolas recebem. Como é de conhecimento de todos, o estado do Rio de Janeiro passa por uma grande tragédia. Foram quase 800 mortos até o momento que escrevo esse texto. É também de conhecimento de todos que a maioria dos integrantes das escolas de samba são pessoas carentes. Justamente as mais afetadas nessa tragédia.

Uma pergunta que perturba minha mente; Porque a liga das escolas de samba não entra em acordo com todas as participantes e faz um carnaval sem competição, homenageando as vitimas dessa tragédia? E mais, doe toda a arrecadação da Sapucaí para as vitimas das cheias que afetaram centenas de famílias. Sabe por que não fazem isso? Porque o ego esta acima de qualquer solidariedade.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Twisted Sister e a Liberdade de Expressão

Hoje resolvi Falar em uma das Bandas que na minha opinião representa a Liberdade de Expressão.



TWISTED SISTER






Quem vê hoje o Twisted Sister em fotos, vídeos, ou mesmo ao vivo, não consegue enxergar qualquer sinal de perigo naquelas figuras bizarramente vestidas e maquiadas. Porém nem sempre foi assim...

Por mais surreal que isto pareça hoje, menos de 30 depois, no início da década de 80 o Twisted Sister era um grupo temido, não pelos fãs, obviamente, mas pelo governo dos EUA! Sim, é verdade, em uma época em que não havia Bin Ladens nas manchetes de jornais os burocratas do Tio Sam perseguiam bandas de Rock! Uma inacreditável lista produzida pelo Senado estadunidense enumerava 15 bandas que deveriam ser proibidas de tocar nas rádios e TVs, pois seriam deveras subversivas. Pasmem!

A tal lista foi elaborada por uma entidade ultraconservadora e mega 'reaça', chamada PMRC (Parents Music Resource Center, algo como Centro de Recurso Musical dos Pais), formada por esposas de políticos que não deviam ter mais o que fazer. A fúria da sinistra entidade não se voltou apenas ao Rock, até estrelas Pop como Prince e Madonna foram alvo dos modernos inquisitores. Porém ao apontar a cruz e a espada para as bandas eles encontram a resistência típica do Rock'n'Roll e algo que certamente não esperavam, inteligência! Foi Dee Snider, o folclórico vocalista do Twisted Sister, tal qual um Dom Quixote do Heavy Metal quem brandiu sua lança contra os acusadores.

Em uma histórica audiência no Senado dos EUA, Dee Snider impressionou a todos com argumentos consistentes, oratória perfeita e consciência de seus direitos como cidadão e artista. Batalha ganha, Snider perderia a guerra, pois esperando ser reconhecido como o representante e defensor do Rock, se viu sozinho e abandonado, uma vez que membros de outras bandas não o apoiaram (exceto pelo guitarrista Frank Zappa e o cantor Folk/Country John Denver). Desta forma o vocalista do Twisted Sister foi alvo de perseguição governamental, tendo seus telefones grampeados, correspondências bisbilhotadas e passos seguidos.

Este episódio e suas consequências certamente contribuiram, tal como os naturais desgastes da fama repentina, para o fim prematuro da banda em 88, pouco após o auge obtido com o disco Stay Hungry, de 84, que vendeu milhões puxado pelos megahits I Wanna Rock e Were Not Gonna Take It. Desta forma o Twisted encerrava uma das carreiras de maior sucesso nos anos 80, após cerca de 12 anos, já que a banda surgiu em 1976 (os primórdios remetem a 72).

Snider afirma que nunca estiveram muito preocupados com dinheiro como outras bandas, por isto jamais partiparam para longas turnês ao redor do mundo, razão pela qual demorou tanto para aportarem no Brasil. A banda sempre foi antes de tudo uma paixão e tocavam por prazer, quando isto passou a ser uma obrigação e surgiram desavenças entre os membros, preferiram parar. E assim permaneceram por longos 14 anos, tempo em que o vocalista se dedicou a outros projetos como a banda Widowmaker, trabalhos para televisão e cinema, além de uma programa de rádio que existe desde 1997. Pai de 4 filhos e casado com a mesma mulher há 33 anos, Snider, apesar da aparência nos palcos, jamais fez o tipo roqueiro doidão, não consumia drogas ou fazia estravagâncias típicas de bandas da sua época, muitas das quais ele influenciou, tais como Motlëy Crue, Poison, Cinderella, que depois o discriminavam devido a sua postura.

Porém um evento histórico iria trazer o Twisted Sister de volta à vida. Abalados pelos atentados de 11/09/2001 em Nova Iorque, cidade onde vivem, os antigos companheiros de banda resolveram voltar aos palcos com uma nobre missão, arrecadar fundos às vítimas da tragédia. Este retorno deveria ser temporário, mas deu tudo tão certo, até a amizade entre eles melhorou, que decidiram seguir adiante.

E foi esta banda que vimos em 2009 no Via Funchal, com a mesma formação desde o início e demonstrando a mesma garra de sempre. Um show lotado, onde cerca de 6 mil pessoas suportaram o enorme calor e berraram a plenos pulmões os hinos já citados acima, além de outros clássicos da banda. A resposta do público foi tamanha que os músicos pararam para filmar a platéia e Snider jurou emocionado que aquele era o melhor público que tiveram em toda a carreira. Disse ainda que pretendia voltar, e foi o que se sucedeu ano passado...

Portanto da próxima vez que você ouvir o clássico We're Not Gonna Take It, saiba que esta música é muito mais que um Rock pesado de refrão grudento, é sim um grito contra a repressão e a censura. Traz em sua letra explícita a atitude do Rock'n'Roll de questionar e enfrentar, em busca de um mundo livre. Pois como diz a letra em resposta aos censores do governo (em uma tradução livre) ;

'Nós não vamos nos calar, temos o direto de escolher e não vamos perder, esta é nossa vida, é a nossa música, nós lutaremos contra o poder, não escolha nosso destino pois você não nos conhece, não é um de nós. Somos livres, estamos certos e lutaremos, você verá!'

E complementando com o que diz o outro grande clássico 'Eu quero Rock!'



Bem vindo ao CIRCO ! ! !

Vou confessar uma coisa. Tento de verdade acreditar que esse mundo terá jeito, tento mesmo! Mas, me sinto tão idiota, tão infantil, tão utópica. Fico imaginando como será nosso país daqui a 10, 20, 30 anos. Quantas pessoas “do bem” terão deixado seu legado para trás sem ao menos colher os frutos dos seus esforços.

Me enviaram um e-mail com um poema atualíssimo! E claro, divido com você.












Gandhi esta morto...

Lennon, Luther King, Chico Mendes
O estudante chinês na Praça da Paz Celestial...
Vozes clamando reforma agrária, sindicalistas e militantes tantos
Denunciando holdings, corrupção e desmatamento
Nações indígenas dizimadas
Incontáveis desaparecidos na calada da noite
Nos porões da ditadura militar em tempos idos
Na Amazônia covas de indigentes
Sem vestígios sepultam a Guerrilha do Araguaia
Geraldo Vandré sem paradeiro esquecido
Em boatos louco, desterrado, inválido
O Papa sofrendo atentado
Outrora apóstolos perseguidos, martirizados
Cristãos nas arenas romanas
Sócrates bebendo cicuta...
Jesus Cristo, quanta gente!


Valores invertidos
O mundo de pernas pro alto
Eu pregando sozinho na praça
Alardeando ao som do bumbo
Armando meu circo
No picadeiro berrando
Nas arquibancadas
Gatos pingados, desocupados
Jogando pipocas prum macaco...


As pessoas têm me decepcionado...
Não se importam com nada
Usam máscaras e dissimulam
No entanto não representam personagem algum
Sendo elas mesmas, estão mais fantasiadas que o pierrô e a colombina
O Arlequim com bandolim
O palhaço trapezista


Na bolsa
Carregam uma escopeta...


Nesse circo do dia a dia
Os animais enjaulados
Somos nós
Famintos, ferozes
Traiçoeiros
Amestrados


Exóticos, causamos estranheza
Se nos encaramos no espelho
O que se dirá aos outros?
A curiosidade atrai
Público ao nosso circo
Espanto e perplexidade
Olhos esbugalhados mirando
Boquiabertos
Nossos atos...


A platéia ri de nós
Comendo algodão doce
Estourando balão de gás
Atirando pipoca


Nosso show:
Querer mudar os fatos
Dum mundo
Para eles abstrato...
Tão abstrato


Quanto o sangue derramado
De tantos mártires
Homens de paz
Ou de tantas criaturas
Que nem podemos mais chamar de gente
Dormindo debaixo de marquises ou pontes
Aos maltrapilhos, imundos
Comendo restos de lixo
Disputados com ratos
Geram crianças


Que diria-se a esperança do mundo
O riso, o sonho e a pureza
O encanto de nossa poesia
À beira de esgotos
Futuros mendigos graduados
Como pedintes no trânsito
Aliciados pelo tráfico
São números para os matemáticos
Do Estado burocrático
O Décimo Quarto DPO chaciná-los
É mais fácil...


Basta uma ordem
Vindo da alcova do Poder
Engendrado pelo Diabo
Ninguém se importará com nada
Eram problemas para a sociedade
Drogados, usuários de cola de sapateiro
Vendedores de craque, maconha e cocaína
Trombadinhas, mal elementos
Mantidos ao custo do vício
Dos estudantes da Pontifícia Universidade Católica
Sócios do Golf Club
Que passam férias na Disney
Vestem Giorgio Armani
Andam de BMW
Moradores dos condomínios
Da Gávea, Barra
Ipanema, Leblon...
Que almoçam no Plataforma I
Jantam no Porcão
Filhos burgueses da Besta:
Os Senhores do Poder
Que deram a ordem de extermínio...


Essas coisas, caros irmãos mambembes
Não causam espanto
Perplexidade, estranheza
À platéia que vêm ao nosso circo
Tão somente o que os atrai
Ao espetáculo
É ver-nos e rirem de nós
Os Don Quixotes da nova era
Tentando mudar os fatos
Dum mundo abstrato
Banalizado
Enquanto a lona incendeia...
E onde o concreto
É o dinheiro
Que podem ter no bolso
Status e ego inflamado
Ser melhor que o outro
Mais esperto
De resto...
Nada...

O circo já pegou fogo!



(Rob Azevedo)

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Notícias: Ex-Runaways com novo álbum e muitos convidados

O ex-Guns N'' Roses/Velvet Revolver Matt Sorum está dando os últimos toques no novo álbum de Cherie Currie (ex-The Runaways) que deve sair ainda este ano. O cd ainda tem contribuições de Nick Maybury (Perry Farrell, Mink) e Grant Fitzpatrick (Mink) e é descrito por Sorum como "uma grande representação da voz de Cherie".

Sorum falou mais: "Está soando demais; estou bem ansioso por isso (...) o Slash (Velvet Revolver/Guns N'' Roses) tocou, o Duff (Velvet Revolver/Guns N'' Roses) tocou, tenho o Billy Corgan (Smashing Pumpkins) em uma faixa, as Veronicas vão participar, Juliette Lewis, Courtney Love...".

domingo, janeiro 23, 2011

Queen

A verdadeira Ópera Rock!!!


A banda que deu origem a lenda Queen se chamava Smile, criada em 1968 por Brian May e Tim Staffel, dois estudantes do The Imperial College. Através de um anúncio no mural da própria faculdade eles descobriram o baterista Roger Taylor.



Tim Staffell apresentou a banda a Fred Bulsara (naquela época, vocalista de uma banda chamada Wreckage). Em 1970 Tim Staffel abandona o Smile e Freddie junta-se a Brian e Roger. Depois de algumas modificações feitas pelo Freddie, a banda passou a chamar-se Queen. Após terem experimentado alguns baixistas, finalmente eles chegam a uma formação definitiva, com John Deacon no baixo.

Perseguidos desde o início pelas opiniões negativas da crítica especializada, o Queen conseguiu, apesar de tudo, conquistar uma popularidade notável em todo o mundo, que lhes valeu o status de banda lendária dos anos 70.



As extravagâncias do carismático vocalista Freddie Mercury, juntamente com as bizarras misturas (para a época), das sonoridades presentes na música do Queen, foram responsáveis pelas dificuldades encontradas pelos críticos de rock da época, em levar a sério o trabalho desenvolvido pela banda.

Em 1972, gravam as suas primeiras demos nos estudios Trident e, em 1973, após um acordo entre a EMI e a Trident, o Queen finalmente grava o seu primeiro álbum e parte para sua primeira turnê, sendo a banda de abertura dos shows do Mott The Hoople. Somente após o lançamento do seu segundo álbum (Queen II), eles fizeram a sua primeira turnê como headliner. No entanto, em 1974, a banda conseguiu uma maior exposição do que com "Queen II", principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos, para onde partiu em turnê, após o lançamento do álbum. Ainda durante esse ano surgiu "Sheer Heart Attack", seguido de "A Night at the Opera", um álbum para o qual o Queen trabalhou arduamente e que de acordo com informações veiculadas na imprensa, foi o disco de rock mais caro já feito na história.

Dele, foi extraído o single "Bohemian Rapsody", que se tornou a marca registrada do Queen, tendo permanecido nove semanas no primeiro lugar das paradas britânicas, batendo assim o recorde de mais longa permanência no topo da parada.


 


O sucesso segue nos discos seguintes. Em dezembro de 76 é lançado "A Day At The Races", com destaque para "Love Of My Life" e "You're My Best Friend". Já em 77 sai "News Of The World", que traz o clássico "We Will Rock You". Neste ano eles conseguem colocar 150 mil pessoas em um show gratuito no Hyde Park, em Londres.
Depois de "Jazz" (78), o Queen lança seu primeiro registro ao vivo, "Live Killers", em 79. Neste mesmo ano a banda seria convidada a fazer a trilha sonora do filme "Flash Gordon".



No início de 80, o Queen lançou "The Game", aquele que se tornou o primeiro álbum da banda a chegar a número um das paradas dos Estados Unidos. No entanto, a popularidade que conquistaram com o feito foi prejudicada consideravelmente quando gravaram a trilha sonora do filme "Flash Gordon". Em 1981, conseguiam o seu segundo número um no Reino Unido, com a música "Under Pressure", que contou com a colaboração de David Bowie.

O disco "Hot Space" surgiria em 1982, "The Works" dois anos depois, mas o Queen começava a perder popularidade tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra, o que os levou a focar esforços no mercado da América Latina, Ásia e África, continentes geralmente ignorados pela maioria das bandas.

Em 1985, voltavam aos seus melhores dias na Inglaterra, com um show no festival Live Aid e, no ano seguinte, gravaram "A Kind of Magic", álbum que vendeu bem na Europa, mas não convenceu o mercado norte-americano. Igual sorte teve o disco "The Miracle", álbum de 1989, mas o grupo não sai em turnê e todos passam a questionar sobre a saúde de Mercury, que sequer saía de sua casa. Nesta época ele já havia assumido sua bissexualidade. Em 1991, toda a banda negava piamente que o vocalista estaria com o vírus da AIDS. Como prova disso, era lançado o disco "Innuendo". Entretanto, era notória a apatia e a palidez de Mercury.

Os rumores acabam definitivamente no dia 23 de novembro de 1991, quando, do hospital, Mercury convoca a imprensa para confirmar que era soropositivo. Um dia depois ele morre na sua casa, em Londres.

Atendendo a um último pedido de Mercury, são relançados os singles de "Bohemian Rhapsody" e "These Are The Days Of Our Lives", com toda a renda sendo convertida ao combate à AIDS. Já em 22 de abril de 92 os integrantes do Queen organizam um show tributo ao seu líder, que contou com dezenas de astros, de Liza Minelli ao Guns N'Roses.



Em 1994, Roger Taylor, Brian May e John Deacon voltaram a se encontrar para editar o material que Mercury tinha gravado pouco tempo antes da sua morte. O álbum póstumo "Made in Heaven", foi editado em 1995 e, apesar da opinião da crítica ter sido dividida, o disco vendeu bem na Europa.




Desde então, têm sido editadas regularmente coletâneas de sucessos do Queen, o que continua a fazer deles um nome de referência tanto para músicos, como para novas gerações apreciadoras de boa música.
Em 1997 foi lançado o álbum Queen Rocks (uma espécie de best of) que contém uma música inédita composta pelo Brian, dedicada ao Freddie chamada: No-One But You (Only The Good Die Young). Em 1999 foi lançado o álbum Greatest Hits III, com uma versão nova das músicas: Under Pressure e Another One Bites The Dust.

O Queen foi colocado no Rock 'N Roll Hall Of Fame no ano 2001.

Em 2002, Brian May e Roger Taylor voltam em grande estilo, dando um concerto no palácio da rainha (Party At The Palace) e também no Hyde Park (Party At The Park).


 



Em 2002 é também realizado o musical We Will Rock You, dedicado ao Queen e lançado o DVD do Freddie Mercury, Tribute Concert Special Edition. Outro DVD da banda é lançado no final de 2002, pela EMI, chamado Greatest Video Hits Volume I.





QUEEN, Foi, É e Sempre será uma das memoraveis bandas que cercam a cena rock !!!

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Whiskey in the Jar

Poucos sabem, e eu também não sabia, que a música Whiskey in the Jar é mais antiga e tradicional do que apenas um rock tocado pelo Thin Lizzy, em meados de 1970. A canção é tradicionalmente cantada pelos irlandeses por centenas de anos.

Acredita-se que ela é baseada na canção “Patrick Fleming”, que fala sobre um salteador irlandês que foi executado em meados de 1650, porém, não se tem a idéia exata de suas origens. Alan Lomax, um historiador folclórico, sugere que a canção tenha originado por volta do século XVII. A música trata a história de um salteador que, após assaltar um oficial militar, foi traído por sua esposa ou amante (não se sabe ao certo). Diversas versões desta música são executadas em províncias irlandesas, como Kerry, Cork, Gilgarra e Sligo.

É certo que a música é executada tradicionalmente nos Estados Unidos da América em versões diferentes. Uma das versões é de Massachussetts, que trata de um soldado irlandês que foi condenado à morte por assaltar oficiais britânicos. Dependendo a localidade onde os irlandeses colonizaram, o nome e a patente do personagem também mudavam, sendo capitão ou coronel, passando-se por Farrel ou Pepper. A esposa ou amante, pode se chamar Molly, Jenny ou Ginny, entre outros nomes.

A música já foi executada por várias bandas, algumas delas mundialmente conhecidas. A primeira execução de sucesso, veio com a banda The Dubliners, em meados de 1950, que a gravaram em três álbuns diferentes. Após a execução de sucesso, veio a gravação efetuada por Thin Lizzy, que fez muito sucesso por volta de 1970. O Metallica é responsável pela sua execução de maior sucesso em meados de 1998.
O fato é que a música é um sucesso internacional e tradicionalmente cantada por todos os públicos que a ouvem. Whiskey in the jar, realmente é uma bela canção, em qualquer estilo executado.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Mulheres no Rock



Cabelos longos, roupas justas, maquiagem, brincos e vozes agudas. Essas são apenas algumas características do universo feminino que sempre foram muito utilizadas por grande parte das bandas de Rock, formadas por homens. Mas essas não foram as únicas e nem as mais importantes contribuições das mulheres no universo da música.

Enfrentando uma sociedade machista e preconceituosa, elas foram aparecendo aos poucos e, apesar de serem bem aceitas hoje, ao menos no meio artístico, ainda são alvo de discriminação.

Uma das pioneiras em quebrar alguns desses tabus foi a vocalista Janis Joplin em sua meteórica carreira solo, no final da década de 60. Mas isso era só o começo. Logo em seguida, o mundo ficaria aos pés de Suzi Quatro, das musas Joan Jett e Lita Ford, que lideravam o The Runaways e do Blondie, comandado pela carismática Debbie Harry.

Mas não foi só no bom e velho Rock que o erroneamente chamado “sexo frágil” obteve êxito. Na linha mais pesada, com forte influência Punk, as inglesas do Girlschool conseguiram grande repercussão, excursionando até com o Motörhead, considerados os “padrinhos” da banda.

Alguns anos mais tarde, surgiu o The Bangles, que fez história com álbum “All Over the Place”, em 1984 e, junto com as meninas do Go Go’s, foram eleitas os maiores nomes do chamado Pop / New Wave. E já que estamos nos anos 80, não poderíamos deixar de mencionar o Vixen, o maior representante feminino do Hard Rock, que fez do seu álbum de estréia homônimo, um verdadeiro fenômeno de vendas em todo o mundo.

Quem também marcou época foi a alemã Doro Pesch. Primeiro com o Warlock e depois simplesmente como Doro, gravando ótimos álbuns durante os anos 90. E foi também nos anos 90 que o mundo conheceu as californianas do L7. Praticando um Heavy Metal sem maiores cerimônias, o grupo emplacou vários hits nas rádios e na MTV, chegando a se apresentar em terras brasileiras em 1993, no festival Hollywood Rock.

Algumas mulheres ainda ganharam destaque tocando algum instrumento em bandas formadas exclusivamente por homens, como as baixistas Sean Yseult e D’Arcy Wretzky, do White Zombie e Smashing Pumpkins, ou atuando como ‘front woman’, como Gwen Stefani e Shirley Manson, do No Doubt e Garbage, respectivamente.

Há ainda aquelas que desde o início se lançaram em carreira solo, como Alanis Morrisette, Sheryl Crow e Tori Amos, não deixando nada a desejar em qualidade, carisma e talento para nenhum “barbado”. Apesar de investirem em um tipo de som bem mais acessível, atingiram o ‘mainstream’ esbanjando atitude e escrevendo letras que falam em sua maior parte do mundo feminino: as desilusões, os prazeres, as revoltas, as angustias e os conflitos com o sexo oposto.

São as mulheres também que lideram a maior parte dos grupos Doom / Gothic, com seus vocais líricos e angelicais, que se encaixam perfeitamente nas orquestrações e atmosferas viajantes tão características do estilo. Podemos citar como as maiores representantes, beldades como Vibeke Stene (Tristania), Liv Kristine Espenæs (Theatre of a Tragedy), Tarja Turunen (ex-Nightwish), entre outras.

Aqui no Brasil, temos nomes de peso como a pioneira Rita Lee, a já falecida Cássia Eller, a revelação Ana Carolina, as veteranas Paula Toller (Kid Abelha), Fernanda Takai (Pato Fu), a guitarrista Syang, que hoje trilha outros caminhos, além da saudosa banda de Heavy Metal, Volkana, só para citar alguns.

Não há, portanto, como não reconhecer a importância nossa no Rock, seja qual for o estilo, a época e a mensagem que nós estivermos passando. O fato é que nós mulheres ajudamos a moldar, a aperfeiçoar e a embelezar não só a música que tanto amamos, mas o mundo em que vivemos.

AC/DC


Hoje falarei de uma banda que é considerada os dinossauros do rock, criada por dois irmãos nos meados dos anos 60, mas que tomou um rumo muito forte somente nos anos 70, afinal seu primeiro álbum surgiria somente em 75 “High Voltage”, ainda garotos a banda que se formou no fundo da casa de um dos integrantes, e que o nome tirado de um dos eletrodomésticos que na época podiam ser usadas em duas correntes alternada e contínua, assim tendo o símbolo AC/DC simbolizando as correntes, símbolo esse que viria se tornar o nome de uma das bandas mais influentes do rock e do heavy.
AC/DC tem um estilo caracteristico, bem diferente dos outros, a guitarra (Angus young) se destaca bastante, o cara além de ser bem inovador na guitarra ele faz uma performance a parte nos show e nas apresentações, ele nunca toca sua guitarra parado, sempre correndo ou se debatendo no chão ou até menos fazendo seus strippes clássicos. Um dos motivos do AC/DC ter dado certo com vocalista diferentes foi o próprio fato da guitarra do angus ser o ícone da banda. 
A Banda teve no álbum “Highway to Hell” no ano de 79, um dos grandes sucessos, nessa época a banda tinha como vocalista o Bon Scott que dava a banda características de Hard Rock, AC/DC entrava num dos ápices da banda e a partir desse momento a banda alcançaria a fama mundial, mas nem tudo era perfeito, pois no começo de 80 em um show Bon Scott ingere muito álcool vindo a descansar no banco de trás do seu carro, mas ali falecia um dos grandes nomes do rock

Depois do falecimento do Bon Scott a banda procura outro vocalista, acham Dave Evans que chega agravar um single com eles, mas se recusa a subir no palco para cantar, por motivos desconhecidos até hoje ainda bem, pois se ele tivesse subido no palco, o terceiro vocalista da banda e o atual, não teria aparecido, o nome que não só mudou a banda, mas como mudou o rock, Brian Johnson é o nome dele, a partir da entrada de Brian a banda deixa um pouco seu lado hard rock tanto é que muitos críticos e fãs consideram AC/DC uma banda de Heavy, não é AC/DC é hard, e sempre será apenas que a partir de 80 com a entrada do Brian a influencia do Heavy fica mais forte, com o Brian eles gravam seu primeiro álbum ainda em 80, “Back in Black” no qual é um dos álbum mais vendidos na história do rock e o mais vendido da banda, sucessos como “Back in Black”, “Hell´s bell´s” e entre outros estão no álbum.

Depois do Back in Black eles gravam For Those About to Rock (We Salute You) outro grande sucesso que tornou-se o primeiro álbum de Heavy metal a atingir o primeiro lugar em paradas nos Estados Unido.
AC/DC já vendeu mais de 200 milhões no mundo todo, e só o Back in Black já vendeu mais de 43 milhões a nível mundial.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

O que aconteceu com o Heavy Metal nacional?

Há alguns anos atrás, meu primo Fábio me apresentou o Album “The Number Of The Beast”, do renomado grupo Iron Maiden. Foi uma paixão à primeira ouvida. Sem delongas, o álbum era muito bem executado.



Muitos anos se passaram desde aquele album , muitas bandas apareceram, outras morreram, novos conceitos do metal surgiram, outros afundaram no nascimento, bizarrices foram lançadas, porém, no contexto geral, o Heavy Metal e suas vertentes só cresceram de lá para cá.

Pensando no eixo brasileiro, nada foi muito diferente do que aconteceu no mundo inteiro. Muitas bandas surgiram e mostraram lá fora o que era o Heavy Metal de qualidade. Bandas como Sepultura, Viper, Skyscraper e muitas outras, levaram o metal nacional às alturas e o apresentaram para o mundo.

Depois no enorme “boom” nacional no exterior, novas bandas foram surgindo e apresentando um excelente material, com a mais alta qualidade e expressão. Posso dizer que a banda paulista Angra é uma das grandes responsáveis pela mudança de estilo cultural que até então, era ouvido no Brasil. Misturas de baião, levadas de xaxado e outras miscelâneas deram um novo tom ao estilo “pauleira” brasileiro. Não posso esquecer-me do rock americanizado do Dr. Sin, de extrema qualidade.

Depois de todo este debut magnífico, músicos saíram de bandas, bandas acabaram, bandas se formaram, novos estilos musicais internacionais variantes do metal surgiram, e mais uma vez, o metal nacional seguiu a sua “pegada” original sem acompanhar tendências, mantendo o que realmente tinha, ainda, certa qualidade. Nomes como Shaman, Karma, Hangar, entre outros, surgiram em um período em que o New Metal falava mais alto. Porém, a qualidade sobreviveu ao acontecimento (não que o new metal seja ruim ou não tenha méritos). O Shaman apresentou ao mundo outra mistura até então desconhecida. A mistura de música mais que raiz, a música simples e pesada.

Neste momento, eu achava que o Heavy Metal estava voltando as suas origens, resgatando a influência do passado, mas sem perder o peso que era necessário atualmente. Novos recursos da informática foram sobrepostos com o lançamento do álbum “Ritual”, que é totalmente analógico. O Angra acabara de lançar o álbum “Rebirth”, muito bem executado e gravado. Influência geral no Brasil. O Heavy Metal voltava aos dias de glória.

Por sua vez, a banda paulista Karma, estava lançando o seu álbum “Leave Now!!!”, produzido por seu vocalista Thiago Bianchi. O álbum era uma espécie de vitória pessoal para os músicos da banda, que no decorrer das gravações, passaram por diversas turbulências desanimadoras. A garra foi maior e o produto veio ao mercado. Um excelente trabalho, com pegadas mais atuais, seguindo a nova tendência do metal internacional, porém, um álbum totalmente único.

Infelizmente, o Karma foi uma das bandas vítimas do enfraquecimento do movimento e apadrinhamento de bandas pelos seus seguidores. Isto já havia acontecido com outros nomes nacionais no passado, como o Korzus, Salário Mínimo, Dr. Sin, entre outros. E é aí que entra o assunto em questão. Qual o real motivo de apadrinharmos as bandas? Devemos segui-las como religiões? Não seria mais importante escutarmos de tudo, para termos uma boa referência musical?

Claro, em minha individual opinião, sim. Porém, não é assim que a grande maioria do público pensa. Em geral, pessoas preferem formar ídolos, a aceitarem a condição de ter várias bandas excelentes lançando seus trabalhos.

Mais uma vez, o mercado nacional do heavy metal estava estafado, com sinais de crise nas vendas e com o vai-e-vem de músicos e bandas insatisfeitos com suas parcerias musicais. Neste período, perdemos grandes referências musicais pelo individualismo de alguns profissionais do ramo e do próprio público em questão. O Heavy Metal nacional estava, e está, em baixa.

O público sentia a queda e também amargurava o seu próprio erro, tendo assim, materiais lançados de altíssima qualidade, mas que não representavam o que realmente cada profissional queria fazer. Parece-me, em minha opinião, que o estilo e as bandas nacionais perderam a identidade. Culpa deles e culpa nossa. Neste ínterim, é fácil jogar as fezes no ventilador e ver qual quadro essa pintura vai formar.

Recentemente, o vocalista Thiago Bianchi, publicou um desabafo informal que critica a cena e o público em geral, pedindo apoio e entendimento dos envolvidos na cena ( http://whiplash.net/materias/news_857/119453-shaman.html ). Artigo válido, porém, que pode ser interpretado de forma dúbia pelos apadrinhadores do estilo. Eu concordo em partes (como todo formador de opinião) com que foi dito no artigo. Concordo com os culpados apontados, mas não posso concordar que a culpa única é do ouvinte do estilo.
Por fim, só posso crer que a carta de agradecimento escrita pelo Thiago, dias após o seu desabafo, seja um fato real e que venha surtir frutos maravilhosos para a cena do heavy metal nacional ( http://whiplash.net/materias/news_856/119985-shaman.html ). Estou esperançoso destes acontecimentos ao qual o Thiago se comprometeu. Se isso tudo acontecer, a cena realmente voltará a ser mais forte.

Seria um viajante no tempo em 1928 ?

Estava eu esta manhã, procurando video no youtube quando encontro este video registrado durante a estreia de um filme de Charlie Chaplin em 1928, uma senhora caminha tranqüilamente enquanto parece estar conversando com alguém... usando um telefone celular. Eis:

A imagem está causando polêmica mundo afora. Estaria ela falando sozinha? Porque carregaria algo junto ao rosto? Porque olharia desconfiada para a câmera, tentando disfarçar?
Seria a imagem a prova incontestável de que a viagem no tempo não apenas é possível, mas uma realidade corriqueira para uma elite secreta que usa da tecnologia para mudar o passado e moldar o futuro de acordo com as suas vontades mais egoístas?
Viagem no Tempo
O que você acha dessa história?
E para onde você iria se pudesse ir para qualquer lugar no tempo e no espaço? Para uma estreia de Charlie Chaplin?

Se os generos do rock fossem generos de Filmes ...


Heavy metal = Ação
Motocicletas, armas, velocidade, lutas, bebidas, drogas, explosões, heróis e salvamentos. Temas perfeitos para o heavy metal e seu peso destruidor. Existem milhões de filmes/músicas iguais, mas quem se importa com isso??? São todos bons!!!

Trilha sonora: Judas Priest rolando solto enquanto Rambo mata vários vietcongs com aquelas metralhadoras gigantescas.

Power metal = Épicos/Aventura
Dragões, espadas, honra, fogo e aço. Lutas com muita bravura, destreza e habilidade para derrotar o inimigo e salvar a terra medieval. Quem nunca imaginou cenas do tipo ao ouvir um álbum do Rhapsody of Fire?

Trilha sonora: "Holy Thunderforce" do Rhapsody of Fire enquanto trava-se uma gigantesca batalha aérea entre dragões e humanos (montados em dragões).

Hard rock/Glam rock = Comédia de Ação
Além das já citadas motocicletas, velocidade, bebidas, drogas e explosões do heavy metal, ainda há uma boa pitada de sátiras e bom humor, o famoso "tirar sarro da cara do perigo"

Trilha sonora: A introdução de "Hot for Teacher" do Van Halen enquanto Arnold Schwarzenegger acende um cigarro com uma banana de dinamite, se preparando para matar o chefe da máfia.

Death metal = Terror
Sangue, morte, espíritos do mal, casas mal assombradas que devoram pessoas e mais sangue. Ingredientes perfeitos para um filme de terror ou para um bom álbum de death metal.

Trilha sonora: Obituary destruindo tímpanos enquanto o assassino parte alguém ao meio com sua serra elétrica.

Thrash metal = Filmes Trash
Até o nome é parecido. A diferença é que "trash" sem o H significa "lixo". Mas quem se importa se o filme é ruim ou não? Quem não gosta de ver tripas, cadáveres, zumbis e cérebros espalhado pelas ruas??

Trilha sonora = "Epidemic" do Slayer enquanto os zumbis atacam o infeliz e abrem sua cabeça para se alimentar de miolos.

Punk Rock = Comédia
Tira sarro de tudo e de todos, não liga pra censura, fala palavrões o quanto pode, desafia a sociedade. Por mais simples que seja, não tem como não ficar com o astral levantado após um show de punk, ou após um filme de comédia.

Trilha sonora: "Rock the Casbah" do The Clash enquanto Jim Carrey apronta várias trapalhadas em um supermercado.

Pop rock = Romance/Comédia Romântica
Pode ser animado, triste ou simplesmente bonito. A simplicidade de um bom pop rock encanta assim como um bom filme sobre amor.

Trilha sonora: A clássica "Iris" dos Goo Goo Dolls no filme de romance Cidade dos Anjos, ou "Heaven" do Live enquanto surgem cenas do casalzinho se divertindo em Los Angeles.

Indie rock = Filmes Cult
Pouca gente conhece, mas seus seguidores são fanáticos. Pode ser simples, pode ter efeitos modernos, mas sempre tenta levar uma mensagem sobre a sociedade e fazer refletir sobre quem somos e como é o mundo em que vivemos.

Trilha sonora: "Little Trouble Girl" do Sonic Youth tocando em cenas de "Amélie Poulain".

Post-rock = Drama
Parado, tranquilo, sem muitas firulas cinematográficas. Mas penetra na alma e faz a gente refletir profundamente sobre suas mensagens.

Trilha sonora: A belíssima cena de Vanilla Sky em cima do prédio no final, ao som de "Njósnavélin" do Sigur Rós.

Rock progressivo = Aventura/Fantasia
Cogumelos, princesas, labirintos, espíritos da floresta e sabedoria. Qualquer rock progressivo que se preze se encaixaria perfeitamente na trilha de filmes desse tipo, até mesmo em "Alice no País das Maravilhas" com suas psicodelias perturbadoras.

Trilha sonora: A introdução de "Time" do Pink Floyd enquanto a garota se perde no labirinto em "O Labirinto do Fauno".

Industrial = Ficção científica
Aliens, naves espaciais, armas laser, tecnologia, homens-máquina. Tudo isso se traduz perfeitamente nos sons eletrônicos pesados do industrial.

Trilha sonora: "Children of the Night" do Blutengel em qualquer cena de invasão alienígena futurista.

Bluegrass/Rockabilly = Western
Bebidas, dançarinas de cabaré, tabernas, saloons, mais bebidas, brigas, carruagens, Alabama, minas de ouro abandonadas e mais bebidas. Nada como ouvir um bom rockabilly ou bluegrass quando se mora no velho oeste.

Trilha sonora: Qualquer uma do Johnny Cash enquanto mostra a galera enchendo a cara e jogando cartas no saloon.



Rock sinfônico = Suspense
Sabe aqueles filmes de detetive, em preto e branco, onde o bandido não deixa nenhuma pista, o tempo está se acabando e ninguém tem ideia do que fazer? Que instrumento melhor que um violino dissonante pra deixar a tensão três vezes maior?

Trilha sonora: A introdução sinfônica de "Hurricane 2000" dos Scorpions, quando o detetive descobre um fato crucial que pode indicar quem é o bandido, e corre pelas ruas em seu carro pra evitar que a pessoa errada seja executada.

terça-feira, janeiro 11, 2011



Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

John Lennon

segunda-feira, janeiro 10, 2011

O Rock and Roll dos primórdios ate hoje em dia

Rock and Roll (também escrito rock 'n' roll) é um gênero musical, derivado do Rhythm and Blues, de grande sucesso, surgiu nos Estados Unidos na década de 1950. Inovador e diferente de tudo que já tinha ocorrido na música, o rock unia um ritmo rápido com pitadas de música negra do sul dos EUA e o country. Uma das características mais importantes do rock era o acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo. Com letras simples e um ritmo dançante, caiu rapidamente no gosto popular. Apareceu pela primeira vez num programa de rádio no estado de Ohio (EUA), no ano de 1951.



O começo
É a fase inicial deste estilo, ganhando a simpatia dos jovens que se identificavam com o estilo rebelde dos cantores e bandas. Surge nos EUA e espalha-se pelo mundo em pouco tempo. No ano de 1954, Bill Haley and The Comets lança o grande sucesso Shake, Rattle and Roll, e logo após Rock Around The Clock , em 12 de abril de 1954. No ano seguinte, surge no cenário musical o rei do rock Elvis Presley. Unindo diversos ritmos como a country music e o rhythm & blues. O roqueiro de maior sucesso até então, Elvis Presley lançaria o disco, em 1956, Heartbreaker Hotel, atingindo vendas extraordinárias. Nesta década, outros roqueiros fizeram sucesso como, por exemplo, Chuck Berry, Johnny Cash, Jerry Lee Lewis, Fats Domino Bo Diddley, Buddy Holly e Little Richard.

Anos 60: Estouro
Esta fase marca a entrada no mundo do rock da banda de maior sucesso de todos os tempos : The Beatles. Os quatro jovens de Liverpool estouram nas paradas da Europa e Estados Unidos, em 1962, com a música Love me do. Os Beatles ganham o mundo e o sucesso aumentava a cada ano desta década. A década de 1960 ficou conhecida como Anos Rebeldes, graças aos grandes movimentos pacifistas e manifestações contra a Guerra do Vietnã. O rock ganha um caráter político de contestação nas letras de Bob Dylan. Outro grupo inglês começa a fazer grande sucesso : The Rolling Stones.
No final da década, em 1969, o Festival de Woodstock torna-se o símbolo deste período. Sob o lema "paz e amor", meio milhão de jovens comparecem no concerto que contou com a presença de Jimi Hendrix e Janis Joplin.Bandas de rock que fizeram sucesso nesta época : The Mamas & The Papas, Animals, The Who, Jefferson Airplane, Pink Floyd, The Beatles, Rolling Stones, The Doors, Grateful Dead, Love, Iron Butterfly, Frank Zappa, Jethro Tull, Yes, Genesis, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson, The Who e Cream.
Anos 70: Popularidade
Nesta época o rock ganha uma cara mais popular com a massificação da música e o surgimento do videoclipe. Surge também uma batida mais forte e pesada no cenário do rock. É a vez de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Por outro lado, surge uma batida dançante que toma conta das pistas de dança do mundo todo. A dance music desponta com os sucessos de Creedence Clearwater, Capitain Beefheart, Neil Young, Elton John, Brian Ferry e David Bowie. Surge também o movimento punk, com o slogan “faça você mesmo”, um estilo que defendia a rebeldia, e trazia em suas letras a crítica social, bandas como Ramones (percursores do estilo) ,The Troggs, Sex Pistols, The Clash, Television, Patti Smith, The Stooges estouraram no cenário musical.Bandas de rock com shows grandiosos aparecem nesta época : Pink Floyd, Genesis, Queen, Aerosmith, Kiss, Blue Cheer, AC/DC, Slade, Heart Sweet, New York Dolls, e Yes.
Anos 80 : Uma mistura no rock
A década de 1980 foi marcada pela convivência de vários estilos de rock. O new wave faz sucesso no ritmo dançante das seguintes bandas: Talking Heads, The Smith, The Police, Duran Duran, New Order. Surge em Nova York uma emissora de TV dedicada à música e que impulsiona ainda mais o rock. Esta emissora é a MTV, dedicada a mostrar videoclipes de bandas e cantores.
Apesar do Heavy Metal ter tido início na década anterior, com Alice Cooper, Judas Priest, Motörhead, foi na década de 80 que ele se afirmou com nomes como Iron Maiden, Saxon, Metallica, Accept e Manowar. E é aqui também que surge o “temido” Trash Metal com as bandas, Megadeth, Mercyful Fate Slayer, Kreator, Sodom, Anthrax, Pantera e Sepultura. O Heavy Melódico também começa a mostrar sua cara com Helloween (percursor do estilo), Stratovarius, Blind guardian, Rhapsody e Angra. É aqui também que o estilo Emocore acontece, bandas como Embrace, Rites of Spring.Bandas que fizeram mais sucesso nessa década: U2, Guns n’ Roses, Bon Jovi Joy Division, Public Image Ltd, The Cure, Siouxsie & the Banshees, Echo & the Bunnymen, The Fall, Gang of Four, Jesus and Mary Chain, The Smiths, Bauhaus, Alien Sex Fiend, Christian Death, Sisters of Mercy, The Birthday Party, Sonic Youth, Bad Religion, Descendents e Hüsker Dü.
Anos 90: Uma gama de ramificações
Esta década foi marcada por fusões de ritmos diferentes e do sucesso, em nível mundial, do rap e do reggae. Bandas como Red Hot Chili Peppers, Rage Against the Machine, Beastie Boys, Suicidal Tendencies, Jane's Addiction, Living Colour, Primus e Faith no More fundem o rock e o funk, ganhando o gosto dos roqueiros e fazendo grande sucesso.
Surge o movimento grunge em Seattle, na California. O grupo Nirvana, liderado por Kurt Cobain, é o maior representante deste novo estilo. R.E.M., Soundgarden, Stone Temple Pilots, Bush, Silverchair, Creed, Pearl Jam e Alice In Chains também fazem sucesso no cenário grunge deste período.
O rock britânico ganha novas bandas como, por exemplo, Oasis, Green Day e Supergrass, Millencolin, Blink-182 e Sum 41.Bandas de maior sucesso na década de 90: Pulp, Suede, The Stone Roses, Blur, L7, Bikini Kill, Sleater-Kinney, Babes in Toyland, Bratmobile, Smashing Pumpkins, Cake, Dream Theater, Shadow Gallery, Evergrey, Symphony X, Queensryche, Vanden Plas, Alice In Chains, Deftones, Godsmack, Evanescence, System of a Down, Radiohead, Pixies, Dinosaur Jr., The Strokes,The Libertines, White Stripes, Coldplay, Travis, Belle & Sebastian, Slint, Coheed and Cambria, Slipknot, Korn, Limp Bizkit, P.O.D., Otep, Linkin Park, Deftones, Morbid Angel, Cannibal Corpse, Death, Obituary, Deicide, Cryptopsy, Nile, Benediction, Krisiun, Dismember, Entombed, In Flames, Soilwork, Children of Bodom, Marduk, Emperor, Gorgoroth, Dimmu Borgir, Cradle of Filth, Immortal, Dark Funeral, Darkthrone, Marilyn Manson, Nine Inch Nails, Rammstein, Fear Factory, Deathstars, Ministry, Rob Zombie, As I Lay Dying, All That Remains, Caliban, Killswitch Engage, Avenged Sevenfold, X Japan, Luna Sea, Glay, Buck-Tick, L'Arc~en~Ciel, Malice Mizer, Moi Dix Mois.
Ano 2000: O que aconteceu com o Rock?
Com o pop dominando as paradas, o rock parece ter perdido a força. bandas como The Strokes, The Vines, Yeah Yeah Yeahs, Interpol, Franz Ferdinand, Bloc Party, Kaiser Chiefs, 'The Coral, Raconteurs, She Wants Revenge, Arctic Monkeys, Libertines e White Stripes, estouraram no cenário mundial, mas em resumo o rock continua apático e sem vida.
Agora temos dominando o “rock” mundial o Emocore, estilo que surgiu em 1980, e hoje tem bandas como Simple Plan e My Chemical Romance.
Mas será que o Rock, bom e verdadeiro é isso, cadê o espírito? Onde está a LIBERDADE? desculpem mas o rock virou um grande novelo, que ninguém sabe onde começa ou termina. Hoje tudo é Rock, se há uma guitarra com distorção e uma bateria acompanhando, já se torna rock.
O problema do rock, não está em quem o faz, mas sim no povo que o escuta. Quando a massa entender que o rock não é isso aí que ta aparecendo, quem sabe o verdadeiro movimento rock and roll apareça para reinar mais uma vez.
 O Rock não morreu, foi ao salão de beleza.

domingo, janeiro 09, 2011

Janis Joplin



Cabelos longos, roupas justas, maquiagem, brincos e vozes agudas. Essas são apenas algumas características do universo feminino que sempre foram muito utilizadas por grande parte das bandas de Rock, formadas por homens. Mas essas não foram as únicas e nem as mais importantes contribuições das mulheres no universo da música.

Enfrentando uma sociedade machista e preconceituosa, elas foram aparecendo aos poucos e, apesar de serem bem aceitas hoje, ao menos no meio artístico, ainda são alvo de discriminação.

Uma das pioneiras em quebrar alguns desses tabus foi a vocalista Janis Joplin em sua meteórica carreira solo, no final da década de 60.

Janis joplin nasceu no dia 19 de janeiro de 1943 em Port Arthur, uma pequena cidade do Texas.No verão de 1962 Janis se mudou pra Los Angeles e em pouco tempo, já estava morando numa área beatinik, em Venice. No verão de 1962, Janis estava de bem consigo mesmo. Ela começou a cantar em público e até mesmo a fazer alguns comerciais.A noite ela trabalhava como garçonete. Foi nessa época que ela começou a beber. O verão de 1962 também Janis se viu mudar para Austin. Lá ela começou a cantar com Powell st. John e Lanny wiggins; com elaes Janis fazia banda chamada '' THE WALLER CREEK BOYS'', foi aí que ela começou a cantar blues e rock. Assim, Janis começou a cantar em bares. Ela tocava harpa ou, às vezes tinha algum acompanhamento. Janis então, começou a cair em necessidades ainda maiores e acabou entrando no mundo das drogas.

O outono de 1964 Janis se viu lidando com as drogas, uma maneira para ela se sentir aceita. Isso eventualmente tomou sua vida, ela perdeu uma incrivél quantidade de peso e se tornou quase um ''vegetal''. Foi quando seus amigos acharam que estava na hora dela voltar para Port Arthur.

No verão de 1965, Janis retornou para sua casa. Ela tentou muito se acostumar, à Port Arthur, vestindo roupas legais, indo a lugares legais....Janis sofreu muito neste momento de sua vida. Sua cabeça estava bagunçada.Ela ficava deprimida na maior parte do tempo. Cantar seria sua única salvação.

Em alguns meses Janis deixou o Texas para voltar à São Francisco, e foi nessa época que ela juntou com o '' big brother and the holding company''. Ela chegou dia 4 de junho, em 1966, justo quando as coisas estavam começando nas esquinas de ASHBURY e HAIGHTS.

Janis produziu músicas cheias de energia e criatividade, e isto trouxe o abuso de drogas mais poderosas.

Janis morreu de overdose de heroína em 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério parque memorial de westwood Village, na cidade de westwood, Califórnia, e suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico numa cerimônia. O álbum PEARL foi lançado 6 meses após sua morte. O filme THE ROSE, com Bette Midler- no papel de Janis Joplin, baseou- se em sua vida.

Ela é hoje lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.

Janis Joplin foi uma jovem disposta a tudo e completamente louca, Não se importava onde estava fazia o que lhe dava na telha, ela se foi tão cedo, mas sua voz marcante e seu estilo louco de viver a vida estará para sempre gravado em nossos corações.

sábado, janeiro 08, 2011

Baixistas

 Embora as pessoas neguem, o contra baixo é um instrumento desprezado, talvez porque a maioria dos ouvintes não consigam escutar algo em seu fundo musical, ou porque talvez as músicas não exijam tanto do baixista; ou melhor, corrigindo ... os instrumentistas não compõe algo relevante no contra baixo. Os argumentos podem ser muitos. Talvez a sociedade tenha criado uma cultura de que o guitarrista e o vocalista devam ser a cara da banda. 
          Para a felicidade de muitos, reservei este espaço, não para discutir a filosofia que leva - se a acreditar que o baixista por natureza não deva se sobresair nas canções, mas sim, irei discutir aqui sobre uma minoria que faz juz às quatro cordas. Verdadeiros heróis. 


PS:É uma lista de baixistas de metal, desta maneira preferi não incluir gente mais identificada com outros estilos, mas que podem ter sua presença sentida.(Roger Glove, John Paul Jones, Geddy Lee, etc).

Steve Harris (Iron Maiden)

Se o Geezer Butler é o pioneiro, Steve Harris foi o responsável por definir de vez a importância do baixo no heavy metal. Além de compor a maioria das músicas do Iron, o cara criou um estilo copiado por muitos até hoje, mesclando “cavalgadas” movidas a mão direita ultra-rápida e riffs criativos. Unanimidade em todas as listas do estilo.



Cliff Burton (Metallica)

Menino prodígio, Cliff Burton só deixou 3 discos gravados antes de morrer num trágico acidente de ônibus. Que nível técnico ele teria alcançado, nunca vamos saber, mas seus solos, uso de distorção, riffs e gosto pela música clássica deixaram saudades nos fãs do Metallica. Numa banda com egos tão grandes quanto a qualidade musical, o espaço que Burton arrumou para fazer solos – em um instrumento normalmente fadado ao acompanhamento rítimico – é incrível.



John Myung(Dream Theater)
Quando o parâmetro é técnica, tem sempre alguém que vai superar o mestre em velocidade e eficiência. Por enquanto, ninguém destronou o virtuose John Myung, um dos pilares do metal progressivo do Dream Theater. Dominando uma infinidade de estilos, seu baixo de 6 cordas(que pode chegar a 12 cordas) parece pequeno quando ele o ataca usando o tapping.


Billy Sheehan(Mr. Big, Steve Vai, David Lee Roth)


Sheehan talvez tenha passado pelas bandas menos “metal” dessa lista, mas deixá-lo de fora seria uma heresia. Seu estilo virtuoso e agressivo em solos de quase dez minutos nas apresentações ao vivo pode ser substituído por linhas cheias de ritmo e harmonia, em canções mais calmas. Sheehan compete no mesmo nível técnico que o baixista do Dream Teather.



Robert Trujillo (Metallica, Ozzy, Suicidal Tendencies)

Muito antes de ocupar o lugar que foi de Cliff Burton no Metallica, Trujillo já prestava bons serviços ao metal. Primeiro fundindo groove, peso e velocidade nas bandas Suicidal Tendencies e Infectious Groove. Seus slaps deram lugar a linhas pesadas quando foi tocar com Ozzy. Versátil, Trujillo se adapta a cada novo projeto, sem perder o brilho e a pegada característicos de seu trabalho.


Estes são 5 dos que acredito serem Grandes Baixistas mais aki vai uma lista com 100 dos Melhores Baixistas:
PS: Esta lista não esta em ordem classificatória, do tipo do 1° ao 100° lugar.

1. James Jamerson (Funk Brothers, session man)
2. John Entwistle (The Who)
3. Larry Graham (Sly & The Family Stone)
4. Chris Squire (Yes)
5. Jack Bruce (Cream)
6. Tony Levin (King Crimson, session man)
7. Geddy Lee (Rush)
8. Paul McCartney (The Beatles)
9. Louis Johnson (Brothers Johnson, session man)
10. Anthony Jackson (session man)
11. Flea (Red Hot Chili Peppers)
12. Marcus Miller (session man)
13. Les Claypool (Primus)
14. Chuck Rainey (session man)
15. Billy Sheehan (Niacin, Mr. Big, Steve Vai)
16. Geezer Butler (Black Sabbath)
17. Will Lee (session man)
18. Michael Manring (Attention Deficit, session man)
19. Nathan East (Eric Clapton, session man)
20. Rocco Prestia (Tower Of Power)
21. John Paul Jones (Led Zeppelin)
22. Abe Laboriel (session man)
23. Stuart Hamm (Joe Satriani)
24. Donald “Duck” Dunn (The MGs)
25. Dave LaRue (Dixie Dregs)
26. Bob Babbitt (Funk Brothers, session man)
27. Phil Lesh (Grateful Dead)
28. Steve Harris (Iron Maiden)
29. Jack Casady (Jefferson Airplane, Hot Tuna)
30. Cliff Lee Burton (Metallica)
31. John Myung (Dream Theater)
32. John Deacon (Queen)
33. Willie Weeks (session man)
34. Carol Kaye (session woman)
35. Aston “Family Man” Barrett (Bob Marley & The Wailers)
36. Verdine White (Earth, Wind & Fire)
37. David Hungate (Toto, session man)
38. Robert “Kool” Bell (Kool & The Gang)
39. Joe Osborne (session man)
40. Phil Chen (Rod Stewart, session man)
41. Oteil Burbridge (Allman Brothers Band)
42. Freddie Washington (session man)
43. Nathan Watts (session man)
44. Louis Satterfield (Earth Wind & Fire, session man)
45. Andy West (Dixie Dregs)
46. Bootsy Collins (Funkadelic)
47. John Wetton (King Crimson)
48. Greg Lake (ELP)
49. Tim Bogert (Vanilla Fudge)
50. Mark King (Level 42)
51. Mike Watt (Minutemen)
52. Bernard Odum (James Brown, session man)
53. George Porter Jr. (Meters, session man)
54. Mike Gordon (Phish)
55. Bernard Edwards (Chic)
56. Ryan Martinie (Mudvayne)
57. Willie Dixon (session man)
58. Andy Fraser (Free)
59. Trey Gunn (King Crimson)
60. Dave Schools (Widespread Panic)
61. Berry Oakley (Allman Brothers Band)
62. Jerry Jemmott (session man)
63. Roger Glover (Deep Purple)
64. Bill Black (Elvis Presley)
65. “Sweet” Charles Sherrell (James Brown, session man)
66. Phil Lynott (Thin Lizzy)
67. Billy Cox (Band Of Gypsys)
68. Bruce Thomas (Elvis Costello & The Attractions)
69. Gary “Mani” Mounfield (Stone Roses)
70. Felix Pappalardi (Mountain)
71. Mike Rutherford (Genesis)
72. David Ellefson (Megadeth)
73. Matt Freeman (Rancid)
74. Ronnie Baker (MFSB)
75. John Alderete (Racer X, Mars Volta)
76. Robert Trujillo (Suicidal Tendencies)
77. Duff McKagan (Guns N Roses)
78. Marshall Lytle (Bill Haley & The Comets)
79. Bill Gould (Faith No More)
80. Ray Pohlman (session man)
81. Me’Shell NdegéOcello (session woman, solo)
82. Doug Pinnick (King’s X)
83. Tommy Cogbill (session man)
84. Glen Cornick (Jethro Tull)
85. Pino Palladino (session man)
86. Randy Coven (Steve Vai)
87. Tim Commerford (Rage Against The Machine)
88. Doug Wimbish (Living Color)
89. Thomas Miller (Symphony X)
90. Mick Karn (session man)
91. Jeff Ament (Pearl Jam)
92. Ron Wood (Jeff Beck Group)
93. Michael Lepond (Symphony X)
94. Dave Hope (Kansas)
95. Bill Wyman (Rolling Stones)
96. Leo Lyons (Ten Years After)
97. Timothy B Schmit (Eagles)
98. Rex Brown (Pantera)
99. Bobby Sheehan (Blues Traveler)
100. Tom Hamilton (Aerosmith)