A geração usou a música para por fim no silêncio imposto pela ditadura. As bandas geradas no movimento punk faziam rock em bom português. Letras que até hoje fazem coro nas vozes das novas gerações.
Na década de 80, o rock de Brasília estava em todas as rádios. Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e Capital Inicial nasceram na cidade e conquistaram o país. As bandas que surgiram nas Asas do Plano Piloto influenciaram gerações e inspiraram programas, como o Cult 22.
“Foi uma cidade que passou 20 anos silenciada, sob o signo da ditadura. Acho que essa foi a primeira geração que resolveu se insurgir, pelo menos na temática em relação àquele momento histórico”, avalia o jornalista Carlos Marcelo.
“Era uma geração engasgada, que de repente se viu a oportunidade de poder dizer. E de repente vem alguém e fala exatamente aquilo que você está querendo dizer, em alto e bom som, não tem como você não se apegar”, opina o baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá.
“Era a única arma que eu e a banda tínhamos, aliás, que a juventude de Brasília tinha naquela época. A voz, o microfone, a palavras. Porque quem morava em Brasília, quem crescia em Brasília, eu acho que tinha uma perspectiva completamente diferente do resto dos brasileiros”, conta o vocalista do Plebe Rude, Philippe Seabra.
“Quando se fala de miséria, de discriminação, não tanto a questão da repressão, mas esta questão da política, da sujeira na política, da corrupção que infelizmente ainda se pratica muito no país. Infelizmente isso virou atemporal e acho que atinge ainda hoje esses jovens, esses novos jovens que tão consumindo a música em geral. E este rock de Brasília dos anos 80 tem muito a ver também com esta geração de hoje”, opina o apresentador do Cult 22, Marcos Pinheiro.
“Você não pode falar da música popular brasileira hoje sem falar da música de Brasília. Você não tem como excluir Paralamas, Legião, Capital e Raimundos da música popular brasileira. Nós éramos militantes do rock brasileiro. Nós queríamos que a garotada ouvisse rock, que tocasse rock, algo simples, que qualquer um podia cantar, e principalmente que fosse cantando em português”, destaca o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto.
“Eles funcionaram como cronistas da sua época, porque eles observavam o que estava acontecendo. Não só na capital, mas no Brasil inteiro e traduziam isso nas suas letras. Você tem uma geração que ao se deparar com a capital projetada e construída fala: ‘nós vamos ocupar esta cidade, nós vamos descer do bloco e vamos ocupá-la e encher de energia e de poesia esta capital’”, afirma Carlos Marcelo.
“É uma cidade com uma dinâmica e com canais de informações para o país inteiro, porque tem gente de todo o país. E tem canais abertos numa época em que você não tinha no país tanta informação e tantas referências do exterior”, conta o vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna.
“Essa geração do rock brasileiro que saiu de lá - Renato Russo, as bandas Plebe Rude, Capital Inicial, enfim - foi uma coisa muito importante. Talvez seja uma das melhores expressões que as pessoas imediatamente lembram do que representou Brasília nesses 50 anos”, conclui o baterista do Paralamas, João Barone.
“Foi uma cidade que passou 20 anos silenciada, sob o signo da ditadura. Acho que essa foi a primeira geração que resolveu se insurgir, pelo menos na temática em relação àquele momento histórico”, avalia o jornalista Carlos Marcelo.
“Era uma geração engasgada, que de repente se viu a oportunidade de poder dizer. E de repente vem alguém e fala exatamente aquilo que você está querendo dizer, em alto e bom som, não tem como você não se apegar”, opina o baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá.
“Era a única arma que eu e a banda tínhamos, aliás, que a juventude de Brasília tinha naquela época. A voz, o microfone, a palavras. Porque quem morava em Brasília, quem crescia em Brasília, eu acho que tinha uma perspectiva completamente diferente do resto dos brasileiros”, conta o vocalista do Plebe Rude, Philippe Seabra.
“Quando se fala de miséria, de discriminação, não tanto a questão da repressão, mas esta questão da política, da sujeira na política, da corrupção que infelizmente ainda se pratica muito no país. Infelizmente isso virou atemporal e acho que atinge ainda hoje esses jovens, esses novos jovens que tão consumindo a música em geral. E este rock de Brasília dos anos 80 tem muito a ver também com esta geração de hoje”, opina o apresentador do Cult 22, Marcos Pinheiro.
“Você não pode falar da música popular brasileira hoje sem falar da música de Brasília. Você não tem como excluir Paralamas, Legião, Capital e Raimundos da música popular brasileira. Nós éramos militantes do rock brasileiro. Nós queríamos que a garotada ouvisse rock, que tocasse rock, algo simples, que qualquer um podia cantar, e principalmente que fosse cantando em português”, destaca o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto.
“Eles funcionaram como cronistas da sua época, porque eles observavam o que estava acontecendo. Não só na capital, mas no Brasil inteiro e traduziam isso nas suas letras. Você tem uma geração que ao se deparar com a capital projetada e construída fala: ‘nós vamos ocupar esta cidade, nós vamos descer do bloco e vamos ocupá-la e encher de energia e de poesia esta capital’”, afirma Carlos Marcelo.
“É uma cidade com uma dinâmica e com canais de informações para o país inteiro, porque tem gente de todo o país. E tem canais abertos numa época em que você não tinha no país tanta informação e tantas referências do exterior”, conta o vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna.
“Essa geração do rock brasileiro que saiu de lá - Renato Russo, as bandas Plebe Rude, Capital Inicial, enfim - foi uma coisa muito importante. Talvez seja uma das melhores expressões que as pessoas imediatamente lembram do que representou Brasília nesses 50 anos”, conclui o baterista do Paralamas, João Barone.

Só mesmo a musica é capaz de dar forma ao vazio... Com a ditadura as vozes se calaram, mais tem uma hora que precisamos de heróis. E eles se pronunciaram e da melhor maneira cantando ) o velho e bom rock), como afirmou Carlos Marcelo "Eles funcionaram como cronistas da sua época...",
ResponderExcluirele transformaram todo o silencio em energia e poesia,que ninguém jamais a transformara em nenhuma nova geração, em nenhum outro local. A voz,o microfone, e as palavras(poesia)foram de fato as armas que nossos heróis dispunham na época e ELES LUTARAM!
Nossos bravos combatentes \õ/
Somente o som transforma ignorância em cultura e como Raul dizia "sei que a poesia dos 90 é bonita mais e a dos anos 80 onde é que fica ?"
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