O Hard rock é um estilo musical, que se caracteriza por ser consideravelmente mais pesado do que a música rock convencional, e marcada pelo uso de distorção, uma seção rítmica proeminente, arranjos simples e um som potente, com riffs de guitarra pesada e solos complexos. A formação típica é constituída por bateria, baixo, guitarra, e algumas vezes, um piano ou teclado, além de um vocalista que muitas vezes se utilizava de vocais agudos e roucos.
Foi muito influenciado pelo blues; a escala usada mais frequentemente no gênero é a pentatônica, uma escala típica do blues. Ao contrário do rock and roll tradicional, que tinha elementos do blues "antigo", o hard rock incorpora elementos do "blues britânico", um estilo de blues tocado com instrumentos mais modernos.
O termo hard rock é usado atualmente para definir aquelas bandas de rock que tinham ou têm um som muito pesado e veloz para serem identificadas simplesmente como rock and roll, mas que também não têm ou não tinham um som tão pesado assim para serem identificadas como heavy metal. O termo é associado erroneamente a diversos estilos do rock, ou até mesmo do heavy metal, que têm como aspecto comum apenas estarem igualmente distantes do pop rock - embora esta associação não seja correta. Alguns exemplos disto são o punk rock, que usa tempos mais rápidos, menos melodia, menos riffs e letras mais agressivas do que o hard rock, e o grunge.
Uma das principais influências do hard rock é o blues, especialmente o blues britânico. Bandas de rock britânicas, como o Cream, Rolling Stones, The Yardbirds e The Kinks modificaram o rock and roll, adicionando sons mais duros, riffs de guitarra mais pesados, uma bateria bombástica e vocais mais altos. Este som criou a base do hard rock. As primeiras formas do estilo podem ser ouvidas nas canções "You Really Got Me", do Kinks e "Happenings Ten Years Time Ago", do Yardbirds.
Nesse mesmo tempo, nos Estados Unidos, o guitarrista Jimi Hendrix produzia uma forma de rock psicodélico, influenciado pelo blues, que combinava elementos do jazz para criar um gênero único. Foi um dos primeiros guitarristas a experimentar como novos efeitos de guitarra, como phaser, microfonia e distorção, juntamente com Dave Davies, do Kinks, Pete Townshed do The Who, Eric Clapton, do Cream, e Jeff Beck, do Yardbirds.
O hard rock veio à tona com bandas britânicas do fim da década de 1960, como o Led Zeppelin, que misturava a música das primeiras bandas de rock do país com uma forma mais intensa de blues rock e acid rock. O Deep Purple ajudou a inovar no gênero, com os seus álbuns Shades of Deep Purple (1968), The Book of Taliesyn (1968) e Deep Purple (1969), porém só se destacaram com seu quarto álbum (marcadamente mais pesado), In Rock (1970). Led Zeppelin (1969), o primeiro álbum da banda homônima, e Live at Leeds (1970), do The Who, são exemplos da música deste início do hard rock. As origens do blues estão claras nestes álbuns, e algumas canções de artistas conhecidos do blues foram adaptadas ou mesmo interpretadas neles.
A partir daí o hard rock caminhou rapidamente, e novas bandas foram surgindo nas décadas de 70 e 80 ,como; Kiss, AC/DC, Guns N’ Roses, Aerosmith, Alice Cooper, Rush, Van Halen e por aí vai.
-Ok sei que o título(que tem uma certa conotação sexual) não faz tanto sentido se formos considerar o tema, mas foi só pelo jogo de palavras e pela banda que compôs a música que possui este trecho, que tem tudo a ver com o tema de hoje. Espero que tenham gostado.
sexta-feira, maio 27, 2011
segunda-feira, abril 18, 2011
Rock brasiliense dos anos 80 marcou a história do país
A geração usou a música para por fim no silêncio imposto pela ditadura. As bandas geradas no movimento punk faziam rock em bom português. Letras que até hoje fazem coro nas vozes das novas gerações.
Na década de 80, o rock de Brasília estava em todas as rádios. Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude e Capital Inicial nasceram na cidade e conquistaram o país. As bandas que surgiram nas Asas do Plano Piloto influenciaram gerações e inspiraram programas, como o Cult 22.
“Foi uma cidade que passou 20 anos silenciada, sob o signo da ditadura. Acho que essa foi a primeira geração que resolveu se insurgir, pelo menos na temática em relação àquele momento histórico”, avalia o jornalista Carlos Marcelo.
“Era uma geração engasgada, que de repente se viu a oportunidade de poder dizer. E de repente vem alguém e fala exatamente aquilo que você está querendo dizer, em alto e bom som, não tem como você não se apegar”, opina o baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá.
“Era a única arma que eu e a banda tínhamos, aliás, que a juventude de Brasília tinha naquela época. A voz, o microfone, a palavras. Porque quem morava em Brasília, quem crescia em Brasília, eu acho que tinha uma perspectiva completamente diferente do resto dos brasileiros”, conta o vocalista do Plebe Rude, Philippe Seabra.
“Quando se fala de miséria, de discriminação, não tanto a questão da repressão, mas esta questão da política, da sujeira na política, da corrupção que infelizmente ainda se pratica muito no país. Infelizmente isso virou atemporal e acho que atinge ainda hoje esses jovens, esses novos jovens que tão consumindo a música em geral. E este rock de Brasília dos anos 80 tem muito a ver também com esta geração de hoje”, opina o apresentador do Cult 22, Marcos Pinheiro.
“Você não pode falar da música popular brasileira hoje sem falar da música de Brasília. Você não tem como excluir Paralamas, Legião, Capital e Raimundos da música popular brasileira. Nós éramos militantes do rock brasileiro. Nós queríamos que a garotada ouvisse rock, que tocasse rock, algo simples, que qualquer um podia cantar, e principalmente que fosse cantando em português”, destaca o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto.
“Eles funcionaram como cronistas da sua época, porque eles observavam o que estava acontecendo. Não só na capital, mas no Brasil inteiro e traduziam isso nas suas letras. Você tem uma geração que ao se deparar com a capital projetada e construída fala: ‘nós vamos ocupar esta cidade, nós vamos descer do bloco e vamos ocupá-la e encher de energia e de poesia esta capital’”, afirma Carlos Marcelo.
“É uma cidade com uma dinâmica e com canais de informações para o país inteiro, porque tem gente de todo o país. E tem canais abertos numa época em que você não tinha no país tanta informação e tantas referências do exterior”, conta o vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna.
“Essa geração do rock brasileiro que saiu de lá - Renato Russo, as bandas Plebe Rude, Capital Inicial, enfim - foi uma coisa muito importante. Talvez seja uma das melhores expressões que as pessoas imediatamente lembram do que representou Brasília nesses 50 anos”, conclui o baterista do Paralamas, João Barone.
“Foi uma cidade que passou 20 anos silenciada, sob o signo da ditadura. Acho que essa foi a primeira geração que resolveu se insurgir, pelo menos na temática em relação àquele momento histórico”, avalia o jornalista Carlos Marcelo.
“Era uma geração engasgada, que de repente se viu a oportunidade de poder dizer. E de repente vem alguém e fala exatamente aquilo que você está querendo dizer, em alto e bom som, não tem como você não se apegar”, opina o baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá.
“Era a única arma que eu e a banda tínhamos, aliás, que a juventude de Brasília tinha naquela época. A voz, o microfone, a palavras. Porque quem morava em Brasília, quem crescia em Brasília, eu acho que tinha uma perspectiva completamente diferente do resto dos brasileiros”, conta o vocalista do Plebe Rude, Philippe Seabra.
“Quando se fala de miséria, de discriminação, não tanto a questão da repressão, mas esta questão da política, da sujeira na política, da corrupção que infelizmente ainda se pratica muito no país. Infelizmente isso virou atemporal e acho que atinge ainda hoje esses jovens, esses novos jovens que tão consumindo a música em geral. E este rock de Brasília dos anos 80 tem muito a ver também com esta geração de hoje”, opina o apresentador do Cult 22, Marcos Pinheiro.
“Você não pode falar da música popular brasileira hoje sem falar da música de Brasília. Você não tem como excluir Paralamas, Legião, Capital e Raimundos da música popular brasileira. Nós éramos militantes do rock brasileiro. Nós queríamos que a garotada ouvisse rock, que tocasse rock, algo simples, que qualquer um podia cantar, e principalmente que fosse cantando em português”, destaca o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto.
“Eles funcionaram como cronistas da sua época, porque eles observavam o que estava acontecendo. Não só na capital, mas no Brasil inteiro e traduziam isso nas suas letras. Você tem uma geração que ao se deparar com a capital projetada e construída fala: ‘nós vamos ocupar esta cidade, nós vamos descer do bloco e vamos ocupá-la e encher de energia e de poesia esta capital’”, afirma Carlos Marcelo.
“É uma cidade com uma dinâmica e com canais de informações para o país inteiro, porque tem gente de todo o país. E tem canais abertos numa época em que você não tinha no país tanta informação e tantas referências do exterior”, conta o vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna.
“Essa geração do rock brasileiro que saiu de lá - Renato Russo, as bandas Plebe Rude, Capital Inicial, enfim - foi uma coisa muito importante. Talvez seja uma das melhores expressões que as pessoas imediatamente lembram do que representou Brasília nesses 50 anos”, conclui o baterista do Paralamas, João Barone.
segunda-feira, março 21, 2011
Este video foi indicação de um Leitor do Blog o DJ / Antirebolation
Espero que Gostem!!!
domingo, março 20, 2011
Ídolos?
Algumas pessoas criam personagens em cima daqueles que são ricos ou ocupam um espaço mais importante dentro da sociedade. Acabam dando muita importância para qualquer atitude ou qualquer frase que eles falam e esquecem que são pessoas normais.
Eu não trocaria o que sou , minha personalidade, meu talento , minhas convicções apenas para ter status. Somos mais do que isso gente e se isso acontecer que aconteça naturalmente.
Já tivemos grandes personagens , verdadeiros ídolos que foram capazes de mudar a forma de pensar de uma geração , outros que mudaram a forma de pensar do mundo todo. Eles tinham como principal objetivo não o status mas sim entrar para a história fazendo algo importante de fato.
Hoje é deprimente ver ídolos, mimados, vazios e sem brilho na alma. Estamos vivendo isso e a maioria não percebem que não são eles que são importantes e sim nós.
Como a "Gabi" disse em um comentário no blog "Somos uma geração acomodada, sem propósito ou ideal. aceitamos as coisas as situações. E a música? muitas delas são feitas pra vender, não pra revolucionar, atingir à sociedade. Falta gente que queira mudar, ou apenas mostrar a realidade pros outros através da arte."
Eu não trocaria o que sou , minha personalidade, meu talento , minhas convicções apenas para ter status. Somos mais do que isso gente e se isso acontecer que aconteça naturalmente.
Já tivemos grandes personagens , verdadeiros ídolos que foram capazes de mudar a forma de pensar de uma geração , outros que mudaram a forma de pensar do mundo todo. Eles tinham como principal objetivo não o status mas sim entrar para a história fazendo algo importante de fato.
Hoje é deprimente ver ídolos, mimados, vazios e sem brilho na alma. Estamos vivendo isso e a maioria não percebem que não são eles que são importantes e sim nós.
Como a "Gabi" disse em um comentário no blog "Somos uma geração acomodada, sem propósito ou ideal. aceitamos as coisas as situações. E a música? muitas delas são feitas pra vender, não pra revolucionar, atingir à sociedade. Falta gente que queira mudar, ou apenas mostrar a realidade pros outros através da arte."
quarta-feira, março 16, 2011
Geração Corrompida
Qual a segredo do sucesso?
Qual a fórmula para ser reconhecido?
São várias as repostas e muitos os conselhos de quem já chegou no topo mas isso tem se tornado um sonho distante para muitos músicos.
Hoje vivemos uma realidade muito diferente onde a pobreza e a hipocrisia tomaram conta do mercado fonográfico.
Não temos mais informações, protestos, frases bem estruturadas encaixadas em melodias perfeitas.
A música é o espelho que reflete nossa alma e o que vejo hoje é exatamente o reflexo de uma geração sem estrutura, sem opinião, sem saber o que dizer e que se vende a qualquer preço para alcançar seu objetivo.
Estamos longe de reviver os bons tempos que a música brasileira já nos proporcionou e a culpa é nossa já que somos nós os responsáveis pela audiência de rádio e tv.
Me entristece viver numa época que a música já não emociona e que não ensina nada e é por esse e outros motivos que vivo como se eu pudesse ouvir minhas bandas preferidas e achar que posso mudar o mundo.
Qual a fórmula para ser reconhecido?
São várias as repostas e muitos os conselhos de quem já chegou no topo mas isso tem se tornado um sonho distante para muitos músicos.
Hoje vivemos uma realidade muito diferente onde a pobreza e a hipocrisia tomaram conta do mercado fonográfico.
Não temos mais informações, protestos, frases bem estruturadas encaixadas em melodias perfeitas.
A música é o espelho que reflete nossa alma e o que vejo hoje é exatamente o reflexo de uma geração sem estrutura, sem opinião, sem saber o que dizer e que se vende a qualquer preço para alcançar seu objetivo.
Estamos longe de reviver os bons tempos que a música brasileira já nos proporcionou e a culpa é nossa já que somos nós os responsáveis pela audiência de rádio e tv.
Me entristece viver numa época que a música já não emociona e que não ensina nada e é por esse e outros motivos que vivo como se eu pudesse ouvir minhas bandas preferidas e achar que posso mudar o mundo.
domingo, março 13, 2011
A contracultura dos anos 60 e 70 que marcaram a historia
Contracultura é um movimento que tem seu auge na década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político.
![]() |
| O Festival de Woodstock foi um marco da Contracultura. |
A contracultura pode ser definida como um ideário altercador que questiona valores centrais vigentes e instituídos na cultura ocidental. Justamente por causa disso, são pessoas que costumam se excluir socialmente e algumas que se negam a se adaptarem às visões aceitas pelo mundo. Com o vultoso crescimento dos meios de comunicação, a difusão de normas, valores, gostos e padrões de comportamento se libertavam das amarras tradicionais e locais – como a religiosa e a familiar -, ganhando uma dimensão mais universal e aproximando a juventude de todo o globo, de uma maior integração cultural e humana. Destarte, a contracultura desenvolveu-se na América Latina, Europa e principalmente nos EUA onde as pessoas buscavam valores novos.
Na década de 1950, surgiu nos Estados Unidos um dos primeiros movimentos da contracultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beatniks eram jovens intelectuais, principaalmente artistas e escritores, que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.
Na verdade, como ideário, muitos consideram o Existencialismode Sartre como o marco inicial da contracultura, já na década de 1940, com seu engajamento político, defesa da liberdade, seu pessimismo pós-guerra, etc, portanto, um movimento filosófico mais restrito, anterior ao movimento basicamente artístico e comportamental da Beat Generetion que resultaria em um movimento de massa, o movimento Hippie.
Na década de 1960, dessa forma, o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contra cultura ja existente, o movimento Hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a "estética padrão".
O principal marco histórico da cultura "hippie" foi o "Woodstock," um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o "rock'n'roll" e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento.
"De um lado, o termo contracultura pode se referir ao conjunto de movimentos de rebelião da juventude [...] que marcaram os anos 60: o movimento hippie, a música rock, uma certa movimentação nas universidades, viagens de mochila, drogas e assim por diante. [...] Trata-se, então, de um fenômeno datado e situado historicamente e que, embora muito próximo de nós, já faz parte do passado”. [...] “De outro lado, o mesmo termo pode também se referir a alguma coisa mais geral, mais abstrata, um certo espírito, um certo modo de contestação, de enfrentamento diante da ordem vigente, de caráter profundamente radical e bastante estranho às forças mais tradicionais de oposição a esta mesma ordem dominante. Um tipo de crítica anárquica – esta parece ser a palavra-chave – que, de certa maneira, ‘rompe com as regras do jogo’ em termos de modo de se fazer oposição a uma determinada situação. [...] Uma contracultura, entendida assim, reaparece de tempos em tempos, em diferentes épocas e situações, e costuma ter um papel fortemente revigorador da crítica social." (Pereira, 1992, p. 20).
A partir de todos esses fatos era difícil ignorar-se a contracultura como forma de contestação radical, pois rompia com praticamente todos os hábitos consagrados de pensamentos e comportamentos da cultura dominante, surgindo inicialmente na imprensa foi ganhando espaço no sentido de lançar rótulos ou modismos.
É vital a importância dos meios de comunicação de massa para configurar a contracultura: "pela primeira vez, os sentimentos de rebeldia, insatisfação e busca que caracterizam o processo de transição para a maturidade encontram ressonância nos meios de comunicação" (Carvalho, 2002, p. 7).
O que marcava a nova onda de protestos desta cultura que começava a tomar conta, principalmente, da sociedade americana era o seu caráter de não-violência, por tudo que conseguiu expressar, por todo o envolvimento social que conseguiu provocar, é um fenômeno verdadeiramente cultural. Constituindo-se num dos principais veículos da nova cultura que explodia em pleno coração das sociedades industriais avançadas.
O discurso crítico que o movimento estudantil internacional elaborou ao longo dos anos 60 visava não apenas as contradições da sociedade capitalista, mas também aquelas de uma sociedade industrial capitalista, tecnocrática, nas suas manifestações mais simples e corriqueiras. Neste período a contracultura teve seu lugar de importância, não apenas pelo poder de mobilização, mas principalmente, pela natureza de idéias que colocou em circulação, pelo modo como as veiculou e pelo espaço de intervenção crítica que abriu.
Por contracultura, segundo Pereira, pode-se entender duas representações até certo ponto diferentes, ainda que muito ligadas entre si: Finalmente, esta ruptura ideológica do establishment, a que se se convencionou chamar de contracultura, modificou inexoravelmente o modo de vida ocidental, seja na esfera social, com a gênese do Movimento pelos Direitos Civis; no âmbito musical, com o surgimento de gêneros musicais e organização de festivais; e na área política, como os infindos protestos desencadeados pela beligerância ianque. Pode-se citar ainda o movimento estudantil Maio de 68, ocorrido na França, além da Primavera de Praga, sucedida na Tchecoslováquia no mesmo ano. Pereira (1992) assevera que é difícil negar que a contracultura seja a última – pelo menos até agora - grande utopia radical de transformação social que se originou no Ocidente.
Pode-se ainda considerar muitos movimentos de massa ligados à idéia de rebelião como desenvolvimentos posteriores da contracultura, como, por exemplo, o movimento Punk. Este é visto, pelos próprios punks, como o fim do movimento Hippie. Coicidentemente ou não, a época áurea do Punk, meados dos 70's e a morte de John Lennon (1980), a qual popularizou a frase "O sonho acabou", são muito próximas. No entanto, o maior erro em que a sociedade julga é o diferencial entre os Punks e Hippies, para eles além do visual, é a crença na não-violência gandhiana, propagada pelos hippies e negada pelos punks (isto é errôneo, pois, os punks não apóiam a violência e sim a agressividade social e visual mesmo assim sendo pacifistas). Além disso, os punks possuíam, no geral, uma maior consciência do sentido político de suas atitudes contestatórias.
sábado, fevereiro 26, 2011
Tudo é Rock and Roll?
Saudações à galera que acompanha o blog, dei um tempo nas postagens, porque tenho estudado muito, ai já viu, não da tempo de postar nada. Mas agora vou tentar postar ao menos 2 ou 3 vezes na semana.
Agora que já falei o que se precisa para fazer rock, vamos analisar a cena que se encontra o rock que toca nas rádios e na TV. A moda agora são, bandas como NX Zero, Cine, Restart, etc... que comandam o rock nas rádios. Essas bandas se encaixam perfeitamente no primeiro quesito, o da banda se reconhecer rockeira, pois essas bandinhas, falam aos quatro cantos que são banda de rock. Pagando de fodões do mundo fonográfico. Será?
Na segunda característica, essas bandas ai já se ferram. Pois podem procurar algum traço de emoção ou tesão nas músicas feitas pelos músicos agora citados. Apesar de tentarem exprimir emoção com letras melosas e românticas, não atingem nem perto o seu objetivo.
Atitude? Aonde será que ela está, eles pensam que atrás de suas franjas, será?
E pro fim, esse bom senso que eu falo, é tanto para quem se propõe a fazer, e também quem se propõe a escutar. Será que quem escuta, chama de rock, porque é mais interessante pagar de rockeiro rebelde, ou porque sente o rock and roll mesmo, em toda sua intensidade e poder?
Eu tendo como base um pouco de bom senso, digo e repito, todas essas bandas foram feitas para vender, só não vê quem não quer, cópias das boy bands, populares nos anos 90, e como elas acabarão logo.
Para concluir, isso não é rock and roll, nunca vai nem chegar aos pés de ser. Escutem Exxótica, Motoroker, Velhas Virgens, Matanza e entenderão como se fazer um bom e VERDADEIRO rock and roll.
Eu sei que cada um escuta o que quer e o que te faz se sentir bem, mas eu acho muito difícil alguém que conheça Rolling Stones, Stooges, Led Zeppelin, AC/DC, Deep Purple, Beatles, etc etc consiga admirar bandas como NXzero ou Fall Out boy. Há uma grande diferença de qualidade entre elas.
Eric Clapton e George Harrison acariciavam a guitarra, extraindo dela gemidos de prazer. Jimi Hendrix misturava sexo e violência, estuprava sua guitarra, e ela gritava num misto de dor e orgasmo numa orgia musical jamais vista. Era como se fossem a encarnação de Eros, Marte e Athena; os deuses do amor e da guerra numa monumental suruba de notas e acordes,
marcando para sempre as almas daqueles que souberam ouvir com a mente e o espírito conjugados o divino canto dos deuses. Rock and Roll.....o céu e o inferno comungando os mesmos ideais! Só existe uma definição: divinos, simplesmente divinos! Beatles, Pink Floyd, Jethro Tull, The Who, Led Zeppelin, Jim Morrison, Janis, Dylan, Black Sabbath, Scorpion, Sex Pistols, Clash...
Essas bandinhas da moda tinham que estudar mais instrumentação, campo harmônico, o vocalista tinha que ter um pouco de base de afinação, mas estudar música só não basta, o rock sempre foi rebelde demais para obedecer a uma metodologia, ele é antes de tudo, atitude, de certa forma uma contra-cultura, e isso não tem nada a ver com moda.
Ultimamente eu tenho percebido uma generalização muito estranha no meio do rock, aonde tudo que tenha guitarra distorcida seja rock and roll. Essa é mais um daqueles posts de protesto, tentando abrir a cabeça da galera que diz escutar o “verdadeiro” rock and roll.
Características básicas para o conceito do que é rock and roll:
- Primeiramente a banda tem que se reconhecer rockeira. Deve se intitular banda de rock and roll.
- A segunda característica é, ter muito sentimentalismo e tesão pelo que se faz, ter em mente que o rock só é rock se tiver feeling. Tem um amigo meu que diz que, “a arte não um amontoado de cifras, mas a arte em si, é uma fuga”. Não vou ser hipócrita dizendo que, o dinheiro que se ganha fazendo rock não é bem vindo, porém o verdadeiro, não é feito em cima disso, o rock não é comercial.
- Atitude, muita atitude.
- E pra terminar, o rock tem bom senso, de que o que se está fazendo, condiz realmente com o estilo. Agora que já falei o que se precisa para fazer rock, vamos analisar a cena que se encontra o rock que toca nas rádios e na TV. A moda agora são, bandas como NX Zero, Cine, Restart, etc... que comandam o rock nas rádios. Essas bandas se encaixam perfeitamente no primeiro quesito, o da banda se reconhecer rockeira, pois essas bandinhas, falam aos quatro cantos que são banda de rock. Pagando de fodões do mundo fonográfico. Será?
Na segunda característica, essas bandas ai já se ferram. Pois podem procurar algum traço de emoção ou tesão nas músicas feitas pelos músicos agora citados. Apesar de tentarem exprimir emoção com letras melosas e românticas, não atingem nem perto o seu objetivo.
Atitude? Aonde será que ela está, eles pensam que atrás de suas franjas, será?
E pro fim, esse bom senso que eu falo, é tanto para quem se propõe a fazer, e também quem se propõe a escutar. Será que quem escuta, chama de rock, porque é mais interessante pagar de rockeiro rebelde, ou porque sente o rock and roll mesmo, em toda sua intensidade e poder?
Eu tendo como base um pouco de bom senso, digo e repito, todas essas bandas foram feitas para vender, só não vê quem não quer, cópias das boy bands, populares nos anos 90, e como elas acabarão logo.
Para concluir, isso não é rock and roll, nunca vai nem chegar aos pés de ser. Escutem Exxótica, Motoroker, Velhas Virgens, Matanza e entenderão como se fazer um bom e VERDADEIRO rock and roll.
Eu sei que cada um escuta o que quer e o que te faz se sentir bem, mas eu acho muito difícil alguém que conheça Rolling Stones, Stooges, Led Zeppelin, AC/DC, Deep Purple, Beatles, etc etc consiga admirar bandas como NXzero ou Fall Out boy. Há uma grande diferença de qualidade entre elas.
Eric Clapton e George Harrison acariciavam a guitarra, extraindo dela gemidos de prazer. Jimi Hendrix misturava sexo e violência, estuprava sua guitarra, e ela gritava num misto de dor e orgasmo numa orgia musical jamais vista. Era como se fossem a encarnação de Eros, Marte e Athena; os deuses do amor e da guerra numa monumental suruba de notas e acordes,
marcando para sempre as almas daqueles que souberam ouvir com a mente e o espírito conjugados o divino canto dos deuses. Rock and Roll.....o céu e o inferno comungando os mesmos ideais! Só existe uma definição: divinos, simplesmente divinos! Beatles, Pink Floyd, Jethro Tull, The Who, Led Zeppelin, Jim Morrison, Janis, Dylan, Black Sabbath, Scorpion, Sex Pistols, Clash...Essas bandinhas da moda tinham que estudar mais instrumentação, campo harmônico, o vocalista tinha que ter um pouco de base de afinação, mas estudar música só não basta, o rock sempre foi rebelde demais para obedecer a uma metodologia, ele é antes de tudo, atitude, de certa forma uma contra-cultura, e isso não tem nada a ver com moda.
Fico por aqui hoje mais muito Rock and Roll para Todos !!!
domingo, fevereiro 13, 2011
Disco raro de Bon Scott antes do AC/DC será lançado em breve
Será lançado no dia 22 de fevereiro, pela Starline Media Entertainment, o álbum "Round And Round", com gravações raras feitas antes de BON SCOTT entrar no AC/DC.
O produtor Ted Yanni dedicou dois anos para trazer Scott de volta à vida, com a ajuda de amigos, músicos e técnicos.
"Round And Round" também apresenta material da banda de Scott antes do AC/DC, FRATERNITY.
O track list do álbum é:
01. Carey Gully
02. Round And Round
03. To Know You Is To Love You
04. She Said
05. Every Day You Have To Cry
06. I Can't Dance With You
07. Peculiar Hole In The Sky
08. Love Makes Sweet Music
09. Can Hear The Raindrops
10. Why Me
11. Sooky Sooky
Ouça trechos das canções
Fonte: Whiplash
"Round And Round" também apresenta material da banda de Scott antes do AC/DC, FRATERNITY.
O track list do álbum é:
01. Carey Gully
02. Round And Round
03. To Know You Is To Love You
04. She Said
05. Every Day You Have To Cry
06. I Can't Dance With You
07. Peculiar Hole In The Sky
08. Love Makes Sweet Music
09. Can Hear The Raindrops
10. Why Me
11. Sooky Sooky
Ouça trechos das canções
Fonte: Whiplash
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Raul Seixas

Foi no ano de 1945 a 28 de junho, em uma tradicional família de Salvador que nascer Raul Santos Seixas, filho de Dona Maria Eugênia e do engenheiro Raul Varella Seixas, Raulzito foi educado conforme o conservadorismo das famílias de classe média da Bahia.
Desde os sete anos Raul já se questionava sobre coisas como o fim do mundo, a volta de seu espírito em outros corpos, o julgamento final. Seu pai gostava de ler para ele livros sobre assuntos metafísicos. O que mais lhe marcou foi o livro Dos Por Quês. Mas, na adolescência de Raul Seixas - 1958 - Rock 'n Roll era música para empregadas domésticas e caminhoneiros.
Os garotos de sua idade e condição social ouviam Bossa Nova no Teatro Vila Velha, mas Raulzito preferia ficar entre os caminhoneiros e domésticas. Em pouco tempo já sabia cantar em inglês as canções de Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis. Os Panteras, em uma de suas formações, era composto por Raulzito no vocal, Mariano, Pirinho, Helinho e Antonio Carlos - o Carleba. Todos eles faziam o gênero James Dean, topete no cabelo e a gola da camisa levantada. O tipo de comportamento e as músicas dos Panteras não agradavam as mamães de família que os classificavam como "esquizofrênicos".
Em 1967 Raul se casa com Edith Wisner, filha de um pastor protestante. Neste mesmo ano, Raul, a esposa e Os Panteras foram para o Rio de Janeiro. Salvador havia ficado pequeno para o sucesso do grupo. Desde 1964 Raulzito e Os Panteras começaram a cantar músicas dos Beatles. Passaram a dar shows nos clubes "chiques"da Bahia. Agora tinham adotado um estilo menos agressivo. Usavam os famosos "terninhos" dos Beatles, e as músicas, embora continuassem sendo rock, não eram usadas de forma violenta.
Com os Beatles Raul percebeu que poderia usar a música para dizer o que ele pensava - era isso que faziam os Beatles. Raul começa a compor, para dizer em suas músicas, o que ele pensava. O grupo chegou no Rio no pique da Jovem guarda e encontrou o alvorecer do Tropicalismo. Raulzito não gostava de Bossa Nova: "tinha ódio de Bossa Nova, eu não me ligava na cultura musical brasileira" - dizia Raul numa entrevista à Ana Maria Baiana.
Uma das primeiras composições de Raul já teve problemas com a censura - O Crivo - cigarro na gíria, e a censura pensou que fosse maconha. Raul nem sabia o que era maconha, naquela época a garotada era "biritera". Raul teve dificuldades para "fazer rock" Rio de Janeiro. O que estava no auge era o Tropicalismo. Ninguém ouvia Chuck Berry, Mick Jagger, etc. Mesmo assim, Os Panteras conseguiram gravar um LP: Raulzito e Os Panteras, que não foi sucesso, pois além da má divulgação, as músicas não agradaram o público.
Raul Seixas Conheceu Paulo Coelho em 1972 quando ainda era produtor da CBS. Paulo, recém chegado de muitas viagens feitas enquanto fazia parte do movimento hippie, fundou no Rio de Janeiro uma revista chamada 2001 com matérias sobre nova física, alimentação, discos voadores, etc.
Raul se interessou pelos assuntos da revista e resolveu procurar Paulo. Os dois se encontraram, jantaram juntos e ficaram amigos. A idéia de Ter Paulo Coelho como parceiro agradou muito Raul, pois nesta época Paulo estava envolvido com estudos sobre a magia de Aleister Crowley. Os ideais do mago inglês despertaram o interesse de Raul que decidiu, com a ajuda de Paulo Coelho, colocar as informações nas músicas.
E assim, os dois compositores passaram a divulgar as idéias de Crowley. A música Sociedade Alternativa foi a primeira manifestação da influência de Crowley, que iria acompanhar Raul Seixas até o final de seu trabalho. Depois que cumpriu seu trabalho, Raul Seixas nos deixou, mas até hoje em algum lugar existe alguém que ainda o escuta, seguindo seu caminho, mas de um modo diferente, assim como você que está lendo esta mensagem.
"Viva a Sociedade Alternativa"
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, vai virar filme
Uma das canções de rock mais inusitadas do país,”Faroeste Caboclo”, do inesquecível Renato Russo, ganhará as telas do cinema em 2011!
E para marcar o início desta ousada produção cinematográfica e explorar o rico universo dos 159 versos e 9 minutos de canção, o Yahoo! Brasil em parceria com a Gávea Filmes lança um projeto web colaborativo e inédito no país.
Neste portal, você poderá acompanhar muito mais do que apenas os bastidores, terá acesso a ensaios, entrevistas, matérias investigativas e curiosidades acerca do universo criado por Renato Russo na canção “Faroeste Caboclo”, terá a real oportunidade de fazer parte da construção deste filme através de concursos, enquetes e promoções, e, lógico, saberá em primeira mão as notícias exclusivas da produção, como a que vem a seguir…
Em primeira mão
João de Santo Cristo, Maria Lúcia e Jeremias, personagens centrais da trama de “Faroeste Caboclo” agora têm corpo e voz. O primeiro grande desafio desta adaptação cinematográfica foi concluído. Escolhemos o nosso elenco principal.
Fabrício Boliveira – João de Santo Cristo
soteropolitano, 28 anos, nem peixes, nem ascendente escorpião, o rapaz é touro, com provável ascendente em sagitário, carimbado por passagens no teatro, no cinema e na televisão, marcado pelo reggae e por uma ex-namorada siderada por Renato Russo.
Ísis Valverde – Maria Lúcia
belo-horizontina, 23 anos, duplo aquário, fã de Tim Maia, devotada atriz-revelação da televisão, entusiasmada com sua merecidíssima estreia no cinema e, suspeita de saber de cor a letra da canção “Faroeste Caboclo”.
Felipe Abib – Jeremias
carioca, 28 anos, sagitário ascendente em leão, formado pela Martins Pena e pela UniverCidade, gabaritado com os espetáculos “Pterodátilos”, “Corte Seco” e “Cachorro!” e influenciado por Led Zeppelin, Raul Seixas, Raimundos e, claro, Legião Urbana.
Fonte: Yahoo
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