sábado, fevereiro 26, 2011

Tudo é Rock and Roll?


Saudações à galera que acompanha o blog, dei um tempo nas postagens, porque tenho estudado muito, ai já viu, não da tempo de postar nada. Mas agora vou tentar postar ao menos 2 ou 3 vezes na semana.

Ultimamente eu tenho percebido uma generalização muito estranha no meio do rock, aonde tudo que tenha guitarra distorcida seja rock and roll. Essa é mais um daqueles posts de protesto, tentando abrir a cabeça da galera que diz escutar o “verdadeiro” rock and roll.
Características básicas para o conceito do que é rock and roll:
- Primeiramente a banda tem que se reconhecer rockeira. Deve se intitular banda de rock and roll.
- A segunda característica é, ter muito sentimentalismo e tesão pelo que se faz, ter em mente que o rock só é rock se tiver feeling. Tem um amigo meu que diz que, “a arte não um amontoado de cifras, mas a arte em si, é uma fuga”. Não vou ser hipócrita dizendo que, o dinheiro que se ganha fazendo rock não é bem vindo, porém o verdadeiro, não é feito em cima disso, o rock não é comercial.
- Atitude, muita atitude.
- E pra terminar, o rock tem bom senso, de que o que se está fazendo, condiz realmente com o estilo.
Agora que já falei o que se precisa para fazer rock, vamos analisar a cena que se encontra o rock que toca nas rádios e na TV. A moda agora são, bandas como NX Zero, Cine, Restart, etc... que comandam o rock nas rádios. Essas bandas se encaixam perfeitamente no primeiro quesito, o da banda se reconhecer rockeira, pois essas bandinhas, falam aos quatro cantos que são banda de rock. Pagando de fodões do mundo fonográfico. Será?
Na segunda característica, essas bandas ai já se ferram. Pois podem procurar algum traço de emoção ou tesão nas músicas feitas pelos músicos agora citados. Apesar de tentarem exprimir emoção com letras melosas e românticas, não atingem nem perto o seu objetivo.
Atitude? Aonde será que ela está, eles pensam que atrás de suas franjas, será?
E pro fim, esse bom senso que eu falo, é tanto para quem se propõe a fazer, e também quem se propõe a escutar. Será que quem escuta, chama de rock, porque é mais interessante pagar de rockeiro rebelde, ou porque sente o rock and roll mesmo, em toda sua intensidade e poder?
Eu tendo como base um pouco de bom senso, digo e repito, todas essas bandas foram feitas para vender, só não vê quem não quer, cópias das boy bands, populares nos anos 90, e como elas acabarão logo.
Para concluir, isso não é rock and roll, nunca vai nem chegar aos pés de ser. Escutem Exxótica, Motoroker, Velhas Virgens, Matanza e entenderão como se fazer um bom e VERDADEIRO rock and roll.
Eu sei que cada um escuta o que quer e o que te faz se sentir bem, mas eu acho muito difícil alguém que conheça Rolling Stones, Stooges, Led Zeppelin, AC/DC, Deep Purple, Beatles, etc etc consiga admirar bandas como NXzero ou Fall Out boy. Há uma grande diferença de qualidade entre elas.
Eric Clapton e George Harrison acariciavam a guitarra, extraindo dela gemidos de prazer. Jimi Hendrix misturava sexo e violência, estuprava sua guitarra, e ela gritava num misto de dor e orgasmo numa orgia musical jamais vista. Era como se fossem a encarnação de Eros, Marte e Athena; os deuses do amor e da guerra numa monumental suruba de notas e acordes, marcando para sempre as almas daqueles que souberam ouvir com a mente e o espírito conjugados o divino canto dos deuses. Rock and Roll.....o céu e o inferno comungando os mesmos ideais! Só existe uma definição: divinos, simplesmente divinos! Beatles, Pink Floyd, Jethro Tull, The Who, Led Zeppelin, Jim Morrison, Janis, Dylan, Black Sabbath, Scorpion, Sex Pistols, Clash...
Essas bandinhas da moda tinham que estudar mais instrumentação, campo harmônico, o vocalista tinha que ter um pouco de base de afinação, mas estudar música só não basta, o rock sempre foi rebelde demais para obedecer a uma metodologia, ele é antes de tudo, atitude, de certa forma uma contra-cultura, e isso não tem nada a ver com moda.

Fico por aqui hoje mais muito Rock and Roll para Todos !!! 

domingo, fevereiro 13, 2011

Disco raro de Bon Scott antes do AC/DC será lançado em breve

Será lançado no dia 22 de fevereiro, pela Starline Media Entertainment, o álbum "Round And Round", com gravações raras feitas antes de BON SCOTT entrar no AC/DC.
O produtor Ted Yanni dedicou dois anos para trazer Scott de volta à vida, com a ajuda de amigos, músicos e técnicos.
"Round And Round" também apresenta material da banda de Scott antes do AC/DC, FRATERNITY.
O track list do álbum é:
01. Carey Gully
02. Round And Round
03. To Know You Is To Love You
04. She Said
05. Every Day You Have To Cry
06. I Can't Dance With You
07. Peculiar Hole In The Sky
08. Love Makes Sweet Music
09. Can Hear The Raindrops
10. Why Me
11. Sooky Sooky
Ouça trechos das canções
Fonte: Whiplash

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Raul Seixas




Foi no ano de 1945 a 28 de junho, em uma tradicional família de Salvador que nascer Raul Santos Seixas, filho de Dona Maria Eugênia e do engenheiro Raul Varella Seixas, Raulzito foi educado conforme o conservadorismo das famílias de classe média da Bahia.
Desde os sete anos Raul já se questionava sobre coisas como o fim do mundo, a volta de seu espírito em outros corpos, o julgamento final. Seu pai gostava de ler para ele livros sobre assuntos metafísicos. O que mais lhe marcou foi o livro Dos Por Quês. Mas, na adolescência de Raul Seixas - 1958 - Rock 'n Roll era música para empregadas domésticas e caminhoneiros.
Os garotos de sua idade e condição social ouviam Bossa Nova no Teatro Vila Velha, mas Raulzito preferia ficar entre os caminhoneiros e domésticas. Em pouco tempo já sabia cantar em inglês as canções de Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis. Os Panteras, em uma de suas formações, era composto por Raulzito no vocal, Mariano, Pirinho, Helinho e Antonio Carlos - o Carleba. Todos eles faziam o gênero James Dean, topete no cabelo e a gola da camisa levantada. O tipo de comportamento e as músicas dos Panteras não agradavam as mamães de família que os classificavam como "esquizofrênicos".
Em 1967 Raul se casa com Edith Wisner, filha de um pastor protestante. Neste mesmo ano, Raul, a esposa e Os Panteras foram para o Rio de Janeiro. Salvador havia ficado pequeno para o sucesso do grupo. Desde 1964 Raulzito e Os Panteras começaram a cantar músicas dos Beatles. Passaram a dar shows nos clubes "chiques"da Bahia. Agora tinham adotado um estilo menos agressivo. Usavam os famosos "terninhos" dos Beatles, e as músicas, embora continuassem sendo rock, não eram usadas de forma violenta.
Com os Beatles Raul percebeu que poderia usar a música para dizer o que ele pensava - era isso que faziam os Beatles. Raul começa a compor, para dizer em suas músicas, o que ele pensava. O grupo chegou no Rio no pique da Jovem guarda e encontrou o alvorecer do Tropicalismo. Raulzito não gostava de Bossa Nova: "tinha ódio de Bossa Nova, eu não me ligava na cultura musical brasileira" - dizia Raul numa entrevista à Ana Maria Baiana.
Uma das primeiras composições de Raul já teve problemas com a censura - O Crivo - cigarro na gíria, e a censura pensou que fosse maconha. Raul nem sabia o que era maconha, naquela época a garotada era "biritera". Raul teve dificuldades para "fazer rock" Rio de Janeiro. O que estava no auge era o Tropicalismo. Ninguém ouvia Chuck Berry, Mick Jagger, etc. Mesmo assim, Os Panteras conseguiram gravar um LP: Raulzito e Os Panteras, que não foi sucesso, pois além da má divulgação, as músicas não agradaram o público.
Raul Seixas Conheceu Paulo Coelho em 1972 quando ainda era produtor da CBS. Paulo, recém chegado de muitas viagens feitas enquanto fazia parte do movimento hippie, fundou no Rio de Janeiro uma revista chamada 2001 com matérias sobre nova física, alimentação, discos voadores, etc.
Raul se interessou pelos assuntos da revista e resolveu procurar Paulo. Os dois se encontraram, jantaram juntos e ficaram amigos. A idéia de Ter Paulo Coelho como parceiro agradou muito Raul, pois nesta época Paulo estava envolvido com estudos sobre a magia de Aleister Crowley. Os ideais do mago inglês despertaram o interesse de Raul que decidiu, com a ajuda de Paulo Coelho, colocar as informações nas músicas.
E assim, os dois compositores passaram a divulgar as idéias de Crowley. A música Sociedade Alternativa foi a primeira manifestação da influência de Crowley, que iria acompanhar Raul Seixas até o final de seu trabalho. Depois que cumpriu seu trabalho, Raul Seixas nos deixou, mas até hoje em algum lugar existe alguém que ainda o escuta, seguindo seu caminho, mas de um modo diferente, assim como você que está lendo esta mensagem.
"Viva a Sociedade Alternativa"

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Faroeste Caboclo, da Legião Urbana, vai virar filme


Uma das canções de rock mais inusitadas do país,”Faroeste Caboclo”, do inesquecível Renato Russo, ganhará as telas do cinema em 2011!
E para marcar o início desta ousada produção cinematográfica e explorar o rico universo dos 159 versos e 9 minutos de canção, o Yahoo! Brasil em parceria com a Gávea Filmes lança um projeto web colaborativo e inédito no país.
Neste portal, você poderá acompanhar muito mais do que apenas os bastidores, terá acesso a ensaios, entrevistas, matérias investigativas e curiosidades acerca do universo criado por Renato Russo na canção “Faroeste Caboclo”, terá a real oportunidade de fazer parte da construção deste filme através de concursos, enquetes e promoções, e, lógico, saberá em primeira mão as notícias exclusivas da produção, como a que vem a seguir…
Em primeira mão
João de Santo Cristo, Maria Lúcia e Jeremias, personagens centrais da trama de “Faroeste Caboclo” agora têm corpo e voz. O primeiro grande desafio desta adaptação cinematográfica foi concluído. Escolhemos o nosso elenco principal.

Fabrício Boliveira – João de Santo Cristo
soteropolitano, 28 anos, nem peixes, nem ascendente escorpião, o rapaz é touro, com provável ascendente em sagitário, carimbado por passagens no teatro, no cinema e na televisão, marcado pelo reggae e por uma ex-namorada siderada por Renato Russo.

Ísis Valverde – Maria Lúcia
belo-horizontina, 23 anos, duplo aquário, fã de Tim Maia, devotada atriz-revelação da televisão, entusiasmada com sua merecidíssima estreia no cinema e, suspeita de saber de cor a letra da canção “Faroeste Caboclo”.

Felipe Abib – Jeremias
carioca, 28 anos, sagitário ascendente em leão, formado pela Martins Pena e pela UniverCidade, gabaritado com os espetáculos “Pterodátilos”, “Corte Seco” e “Cachorro!” e influenciado por Led Zeppelin, Raul Seixas, Raimundos e, claro, Legião Urbana.


Fonte: Yahoo

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Morre o guitarrista irlandês Gary Moore, ex-Thin Lizzy

O guitarrista norte-irlandês Gary Moore foi encontrado morto no quarto de um hotel na Espanha. Ele tinha 58 anos. A informação foi passada pelo empresário do Thin Lizzy, grupo no qual Moore fez parte. A causa da morte não foi divulgada.
Após passar pelo Thin Lizzy, Moore tocou em algumas bandas, como a irlandesa Skid Row, e em discos de músicos amigos. Ele está nos créditos de mais de 20 álbuns. Seu primeiro disco solo, "Grinding Stone", foi lançado em 1975. Dois de seus maiores sucessos nos anos 1970 foram as faixas "Parisienne Walkways" e "Out in the Fields".
O fundador do Thin Lizzy, Brian Downey, homenageou o guitarrista. "Estou profundamente chocado. Ele sempre estará em meus pensamentos e em minhas orações. Simplesmente não consigo acreditar que não esteja mais aqui."
Fonte: IG/ÚltimoSegundo

Steve Vai dará aula de guitarra online em busca de recorde

O virtuoso guitarrista Steve Vai pretende entrar para o livro Guinness dos Recordes. Ele se uniu à "Berkleemusic", o braço virtual da Berklee, uma das escolas de músicas mais conceituadas do mundo, para dar a maior aula de guitarra do mundo. O evento virtual acontecerá dia 3 de março.
“Isso é um grande exemplo do tipo de colaboração que acontece em Berklee. Se você é de Boston, Bombaim ou Bruxelas, estaremos todos juntos no dia 3 de março”, disse ao Music News. Vai ofererecá uma aula online de 30 minutos de suas técnicas e pretende bater o recorde, com o maior número de alunos de todos os cantos do mundo possível.
Fonte: Pop

domingo, fevereiro 06, 2011

The Beatles

Foram apenas pouco mais de 7 anos de registro musical, mas do final de 1962 até o início de 1970 os Beatles deixaram um inigualável tesouro artístico. 13 álbuns e inúmeros singles e EPs embalam até hoje nossa lembrança e atraem cada vez mais fãs. Muitos nascidos mesmo depois da morte de John Lennon.
Não dá para escrever tudo sobre os Beatles, suas influências vão além do campo musical, e alterou em muito a maneira de pensar e vestir dos jovens dos anos 60. Do 'Yeah Yeah Yeah' até as 'Revolutions' muita coisa aconteceu, e aqui vai um breve histórico do que foi o grupo que transformou o mundo.




LIVERPOOL
Talvez os Beatles não tivessem sido os Beatles se não tivessem nascido em Liverpool. Esta cidade ao Oeste da Inglaterra era o 'must' ao que se referia ao novidades do que acontecia na América. Era lá que desembarcavam marinheiros com discos de cantores como. Elvis Presley, Little Richard, Chuck Berry, Buddy Holly. Foi aí assim que John Lennon e Paul McCartney tomaram conhecimento daquele ritmo estranho que vinha do além mar chamado 'Rock and Roll'.

John Lennon, um estudante da Quarry Bank High School tinha em 1956 uma banda chamada 'The Quarrymen' ( claro... olha o nome da escola ). Formada com colegas de turma, a banda se contentava em tocar em festinhas escolares, bingos e Igrejas, e foi atrás de uma que John Lennon, que era o líder da banda, conheceu Paul McCartney numa apresentação. Os gostos musicais os aproximaram, e visto que Paul, além de tocar e cantar bem tinha um 'quê' de Elvis Presley, foi convidado a entrar no grupo, tocando guitarra

Mais tarde Paul trouxe George Harrison, naquela época com apenas 17 anos. Apesar do pé atrás de John quanto a ter um adolescente espinhudo no grupo, ele acabou aceitando, pois George sabia muito mais acordes do que os dois juntos.Integrava ainda a banda Suart Stucliffe no baixo e vários bateristas que se revezavam e não duravam muito.

No final dos anos 50 John já estudava na Escola de Artes de Liverpool, tornando o nome 'Quarrymen' fora de propósito. Por algum tempo a banda se chamou 'Johnny and the Moondogs' , depois the 'Silver Beetles', e com o trocadilho entre 'Beetle' ( besouro ) e 'Beat' ( batida ) surgiu o nome que todos nós conhecemos até hoje.

THE BEATLES
No início dos anos 60 o grupo era formado por John, Paul e George nas guitarras, Stuart no baixo e um novo baterista chamado Pete Best ( considerado até hoje o cara mais azarado da história ). Naquela época todos faziam o estilo 'Teddy Boy', nada parecido com a imagem Beatle que conhecemos. mais pareciam James Deans tocando guitarra, com topetes, roupas de couro e botas até a canela. Foi numa viagem a Alemanha, onde tocaram em Hamburgo que Astrid Kishnerr, namorada de Stu, sugere aos garotos a pentarem o Cabelo para frente. Só Pete Best recusou.

Nessas noitadas em Hamburgo, era comum os Beatles tocarem quase 8 horas seguidas, num repertório que ia desde clássicos de filmes, até Boleros e Rock and Roll . Isso foi crucial para os rapazes, pois aí podiam experimentar com o público canções que eles começavam a escrever. Nessa época gravam um disco com Tony Sheridam, um inglês metido a Elvis Presley, mas a contribuição no disco se resume ao acompanhamento, salvo uma música instrumental e outra com o vocal de John.

Quando os Beatles voltam para a Inglaterra, Stu decide ficar com sua namorada alemã em Hamburgo, onde morre logo depois devido as consequencias de uma briga. Isso fez com que John se aproximasse mais de Paul, visto que até então Stu era seu melhor amigo.
Foi assim que Paul virou baixista.

BRIAN EPSTEIN
O até hoje famoso Cavern, era um bar numa rua escura de Liverpool, frequentado por bem comportados Jazzistas. Os Beatles tocavam lá frequentemente, o que fez o bar mudar a sua clientela por um bando de adolescentes que gritavam e curtiam Rock and Roll. Foi nesse local que Brian Epstein, conhecido empresário da cidade, dono de uma loja de discos tomou a decisão de empresariar os rapazes.
O Bem comportado empresário impõe certas regras aos rapazes , como não comer no palco, não tomar anfetaminas, agradecer as apresentações, e o mais importante, se vestirem decentemente. Tá aí a imagem que temos dos Beatles até hoje. Bem comportados meninos em terninhos impecáveis ( para desespero de John Lennon, um autêntico Rocker )

Brian consegue uma audição na gravadora DECCA, em 1962, mas foram recusados, pois conforme o diretor artístico da época, os grupos de guitarra estavam acabando ( este cara deve ter sido demitido logo depois ). Na sua pregrinação de gravadora em gravadora, Brian bate na porta da Parlophone, uma subsidiária da mega potente 'EMI', cujo produtor era George Martin.

É claro que George Martin, com sua grande veia artística viu futuro naquele grupo. Boas músicas, bom visual, bom vocal.... só faltava uma coisa: um bom baterista. Foi nessa que Pete Best dançou, e em seu lugar entrou um velho companheiro dos garotos, Richard Starkey, mais conhecido como Ringo Starr ( que ficou sendo conhecido como o cara mais sortudo do mundo )

BEATLEMANIA
O primeiro compacto, gravado no final de 1962 continha 'Love Me Do' e ' P.S. I Love You'. Fez um estardalhaço em Liverpool, mas no resto da Inglaterra chegou ao mero 17º lugar. Pouco tempo depois os rapazes compôem e lançam 'Please Please Me'. Aí sim. 1º lugar na Grã Bretanha, e o passo para o 1º LP com o mesmo nome 'Please Please Me'. os compactos 'From Me To You', She Loves You' e 'I Wanna Hold Your Hand', chegam ao topo da parada.
As várias apresentações na TV , as excursões pela Inglaterra e o lançamento do 2º LP, 'With The Beatles ' deixaram o grupo para dar um passo maior na carreira : Conquistar a América.

Quando os Beatles chegaram nos Estados Unidos, estava decretada oficialmente a Beatlemania. No programa Ed Sullivan, no qual se apresentaram, fizeram um sucesso danado e a nação se surpreendeu pelo bom humor dos rapazes, na verdade, o humor cínico inglês, e 'I Wanna Hold Your Hand' fica no pico das paradas, e os Lps começam a ser lançados nos Estados Unidos, com variações e capas diferentes dos originais ingleses.

É lançado ainda o filme 'A Hard Day´s Night' , que acompanha um álbum do mesmo nome... , que até hoje é cult no meio musical, e documentava o dia a dia dos Beatles. Dá-se assim uma onda de consumismo em tudo que se referia a Beatles: guitarras, carteiras, meias, lancheiras, cortinas,... e até perucas. Aproveitando toda essa repercussão lançam ainda 'Beatles For Sale' ( 'Á venda - ironizando a situação ).

No meio de excursões e gravações, lançam em 1965, seu 2º filme, 'Help', com o álbum do mesmo nome. O filme é uma paródia dos filmes de 007, com locações em vários lugares do mundo, pois agora tinham mais dinheiro. Nessa época os quatro são condecorados pela Rainha com mérito por trazerem divisas ao Reino Unido.

REVOLUÇÃO MUSICAL
O álbum "Rubber Soul", lançado no final de 65 começa a mostrar que algo estava acontecendo na cabeça daqueles quatro meninos. As letras já não eram tão bobas assim, e não se resumiam em 'ela ama você' e 'eu amo ela'. A Influência de Bob Dylan, que os apresentou as drogas e o interesse por outros instrumentos e estilos musicais fizeram desse disco o 1º passo de que algo estava por vir.

"Revolver", lançado em 66 foi definitivamente um divisor de águas, que acompanhou uma fase definitiva dos Beatles. O grupo decidiu não fazer mais turnês, pois além do desgaste, muitas músicas ficaram impossíveis de serem tocadas em shows. A declaração de John, de que eram mais populares que Jesus, a queima de discos pela Klu-Klux-Klan e Incidentes em turnês fez com que a crítica alardeasse uma suposta queda do grupo, mas o melhor ainda estava por vir.

SGT PEPPER
O Álbum 'Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band' é tido como um marco na história da musica, e para a maioria dos críticos, o disco mais importante já lançado. Em 1967 sai esse que seria o primeiro disco conceitual e o precursor do rock progressivo. Sucesso de vendas e críticas foi também um dos primeiros discos do movimento Hippie que surgia na época, tranformando músicas em pinturas e viagens, para as cabeças da época, muito mais do que simples músicas ( ouça esse disco com fones de ouvido que você entenderá )

Logo depois gravam o filme para a TV ' Magical Mystery Tour', que foi um fiasco, pois o roteiro era viajandão demais para uma apresentação de natal da BBC, mas o disco contém ótimas músicas e como todos os outros, alcançou o 1º lugar rapidinho.

Foi numa palestra do mestre Hindu 'Maharishi' no País de Gales que os Beatles recebem a notícia de que seu empresário Brian Epstein havia morrido numa overdose de calmantes. Isso desestruturou o grupo, que fez com que Paul McCartney tomasse as rédeas musicais e administrativas. Foi aí que surgiu a Apple.

APPLE
O que seria uma gravadora para promover e descobrir novos artistas, logo se tornou uma dor de cabeça para os Beatles. que nunca tiveram tino comercial. A butique que abriram com o mesmo nome logo faliu, mas o selo Apple conseguiu realizar coisas valiosas, como a descoberta de James Taylor , além de todos os lançamentos dos Beatles daí por diante, como o compacto mais vendido de 1968, 'Hey Jude', que muitos duvidaram que emplacasse, pela sua duração de 7 minutos.

Do retiro que fizeram na Índia para estudar meditação, surgiu o Álbum 'The Beatles' ( mais conhecido como o Álbum Branco ), um disco duplo com 30 músicas, tido como um dos melhores discos de rock até então. mas que infelizmente não tinha mais aquela coesão dos 4 garotos, pois problemas começaram a surgir.

O clima pesado das gravaçoes fizeram Ringo abandonar o grupo em 68, mas que logo se arrependeu e voltou dias depois.O pior foi quando John Lennon começou a levar para o estúdio sua nova namorada, Yoko Ono, que além de não sair do seu lado começou a dar pitaco nas composições dele

Mesmo assim, em 1969 saiu o desenho animado e o disco 'Yellow Submarine', com sobras musicais que os Beatles gentilmente cederam para o filme. Do que seria um desenho sem nenhuma participação dos Beatles reais, o filme se tornou um marco da animação, tornando-se até hoje um ícone da história cinematográfica, e os próprios Beatles gostaram tanto que fizeram uma ponta no final da fita.

LET IT BE
Talvez o desespero de Paul McCartney em ver a banda se fragmentando fez com que ele levasse adiante o projeto de um novo filme chamado 'Get Back', que mostraria os Beatles unidos e de volta as origens, ensaiando, compondo, sem toda aquela parafernalia de estúdio e fazendo um show no final. As sessões foram angustiantes e só aceleraram o fim do grupo. O próprio George Harrison chegou a abandonar a banda, mas voltou também logo depois. Assim, o projeto foi arquivado e só viria a luz do dia em 1970, sob o título de 'Let it Be'.

Quando tudo parecia acabado, em meados de 1969, a banda se levanta e dá o seu último suspiro, para muitos o mais belo e o mais bonito. .'Abbey Road' é uma obra prima, desde a capa ao conteúdo, e mostra os Beatles como sempre foram. ótimos musicos, compositores, cantores. Infelizmente, logo depois das gravações, John Lennon, que estava mais preocupado com sua nova banda 'The Plastic Ono Band ' e sua campanha pela paz, avisa que está abandonando o grupo, mas tudo foi mantido em segredo até abril de 1970 quando o próprio Paul anuncia que está deixando os Beatles, para mágoa de John, pois era ele que havia saído.

THE DREAM IS OVER
Numa famosa entrevista de John em 1970 ele anuncia que o Sonho Acabou, que os Beatles não exitem mais e não tem mais planos para gravarem juntos... mas o sonho continuou até 1980, quando milhões de pessoas alimentavam a esperança de ver aqueles caras, agora tão diferentes tocarem juntos mais uma vez.... mas não deu!... e mesmo assim, quando até hoje ouvimos os acordes finais de 'The End', no final do disco Abbey Road. Dá para pensar no legado que esse grupo deixou para nós.
Felizes somos nós que tivemos os Beatles.

Video- Brasil Heavy Metal

Hoje irei postar um video com grande parte das vozes do METAL BRASILEIRO, este video eu recebi como um indicação para postagem e achei muito manero pois a musica conta a história do Metal aqui no Brasil, espero que curtam.

Brasil Heavy Metal

Composição: Roosevelt Bala

Ha muito tempo eu vi
Anos 70 surgir
Por todo metal
O metal do Brasil
Jovens de toda a nação
Rendem-se a essa paixão
Que toca a alma
Toca o coração
De norte a sul
Os bravos heróis
Bandas fanzines e fãs
Juntos numa só voz
Vai ó guerreiros és imortal
O pioneiro do metal
Mostra essa força
Que nos uniu
Vida longa ao metal do brasil
(Brasil) heavy metal
Com instrumentos nas mãos
E a força de uma canção
Fizemos a historia
Nossa deva no céu
Avante guerreiro és imortal
O pioneiro do metal
Mostra esta força
Que nos uniu
Vida longa
Ao metal do brasil
(Brasil) heavy metal
Vai ó guerreiros és imortal
O pioneiro do metal
Mostra essa força
Que nos uniu
Vida longa ao metal do brasil
(Brasil) heavy metal













Aê Galera, quando tiverem alguma idéia ou opinião é só entrar em contato, pamela_rockangel@hotmail.com

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Iron Maiden - Biografia



O Iron Maiden é uma banda inglesa de heavy metal, formada em 1975 pelo baixista Steve Harris, ex-integrante das bandas Gypsy’s Kiss e Smiler. Originária de Londres, foi uma das principais bandas do movimento musical que ficou conhecido como NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal). O nome “Iron Maiden” foi inspirado em um instrumento de tortura medieval que aparece no filme O Homem da Máscara de Ferro. Esse também era o apelido da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher, que aparece nas capas dos compactos “Women in Uniform” e “Sanctuary”.


Com mais de três décadas de existência, catorze álbuns de estúdio, seis álbuns ao vivo, catorze vídeos e diversos compactos, o Iron Maiden é uma das mais importantes e bem sucedidas bandas de toda a história do heavy metal, tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns registrados em todo o mundo. Seu trabalho influenciou diversas bandas de rock e metal. Eles são citados como influência por bandas como Hazy Hamlet, Slayer, Metallica, Slipknot, Anthrax, Angra, Helloween, Death, Megadeth, Dream Theater e Umphrey’s McGee, entre muitos outros.


Em março de 2001, a banda recebeu o prêmio Ivor Novello Award em reconhecimento às realizações em um parâmetro internacional como uma das mais bem-sucedidas parcerias de composição da Inglaterra. Durante a turnê americana de 2005, foi adicionada à Calçada da Fama de Hollywood. A banda também está presente nas principais listas de maiores bandas de rock de todos os tempos.


O Maiden já encabeçou diversos grandes eventos, entre eles Rock in Rio, Monsters of Rock em Donington, Ozzfest ao lado do Black Sabbath, Wacken Open Air, Gods of Metal, Lollapalooza, Download Festival e os Festivais de Reading e Leeds.


A banda têm diversas canções baseadas em lendas, livros, histórias e filmes, entre as quais The Wicker Man, The Prisoner, Stranger in a Strange Land – que é um romance de ficção científica de 1961, escrito por Robert A. Heinlein, Murders In The Rue Morgue, Flight of Icarus, Where Eagles Dare, Rime of the Ancient Mariner – baseada no poema de Samuel Coleridge -, To Tame a Land – da série de ficção científica Duna, de Frank Herbert – e The Trooper – canção baseada no romance The Charge of The Light Brigade. Outros temas bastante recorrentes nas músicas da banda são ocultismo, assassinato e o escuro, por exemplo, nas músicas Murders in the Rue Morgue e Innocent Exile e nas capas dos álbuns Sanctuary, Women in Uniform, Iron Maiden e Bring Your Daughter To The Slaughter.


O mascote da banda é um morto-vivo e se chama Eddie the Head. Ele aparece nas capas de “quase” todos os álbuns da banda. Eddie é desenhado por Derek Riggs, mas já teve traços de Melvyn Grant no álbum Fear of the Dark. Ele também estrelou um jogo de tiro chamado Ed Hunter, além de diversas histórias em quadrinhos.


A banda tinha originalmente uma grande máscara (Kabuki) de uma carriola que ficava embaixo das baterias nas apresentações, e que por tubos soltava sangue falso (tinta vermelha) pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de “Eddie, a Cabeça” (Eddie the Head) e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos.

História.

A história da banda se iniciou em Maio de 1975 com o baixista Steve Harris. Depois de ter suas composições rejeitadas por várias bandas nas quais participava, Steve Harris decidiu criar sua própria banda, se juntando com o guitarrista Dave Murray alguns meses depois. Trinta e quatro anos depois, os dois ainda permanecem como membros do Iron Maiden.

O início.

A primeira formação da banda juntava Steve Harris a Paul Day (voz), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras) e Ron Matthews (bateria). Paul Day foi mais tarde substituído por Dennis Wilcock (grande admirador do Kiss) que usava fogo, maquilagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Bob Sawyer entrou na banda no final de 1976 como segundo guitarrista, mas como tinha ciúmes de Murray, virou Dennis Wilcock contra Dave e Dennis sugeriu a expulsão dele. Bob não ficou pra trás e por suas atitudes errôneas no palco, foi junto em Julho de 77. Ron Matthews agüentou um pouco mais. Havia um guitarrista de uma banda chamada Hooker que o Maiden via tocar nos pubs: Terry Wapram. Após uma audição, a banda convidou-o para entrar e Wapram realizou alguns shows como único guitarrista. Pouco após isso, Ron saiu (não se sabe ao certo se por influência de Wilcock, como relatou no Early Days). Dave Murray juntou-se ao seu amigo Adrian Smith na banda Urchin em 1977, enquanto que o Iron Maiden passava um mau bocado: Steve e Dennis chamaram Thunderstick (Barry Graham) (bateria) e Tony Moore (teclado), mas após um concerto perceberam que o teclado não seria um bom substituto para a segunda guitarra. A banda ficou descontente e o clima foi ficando ruim até que após poucos ensaios, Moore decidiu sair. Nesse momento, Harris foi a um ensaio do Urchin para chamar Murray de volta pra banda, o que aconteceu com sucesso. Mas Wapram, indignado porque perderia parte das atenções, não aceitou Murray de volta e foi convidado a sair. Com Murray de volta e apenas 4 integrantes, a banda decide marcar um show no Bridgehouse e outro no pub Green Man. O primeiro foi um fiasco, depois do baterista ter errado em várias músicas e gritar para o público se calar. Nessa época Wilcock já havia espalhado para alguns fãs que pretendia sair da banda e o show havia gerado alguma expectativa em torno disso também. Foi o que aconteceu. No intervalo entre o Bridgehouse e o Green Man, Dennis não disse nada e não compareceu no pub. Harris foi até sua casa, mas o vocalista se negou a cantar um último show. Arrasado, Harris voltou para cumprir com o acordo e o Maiden se apresentou como um trio em Abril de 78, com Steve Harris, Dave Murray e Thunderstick. Steve expulsou o baterista, já contando com Doug Sampson para o posto. Com esse novo trio, o Maiden passaria cerca de 6 meses ensaiando antes tocar ao vivo ou arrumar qualquer outro integrante.


The Soundhouse Tapes (1978-79)


Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Dianno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Dianno, que era um fã de Pistols e Clash e um dos poucos membros de Maiden que tiveram cabelo curto, o Maiden precisou abrir sua sonoridade para músicas mais rápidas e mais diretas, procurando focar no heavy metal que renascia mesmo que timidamente. Durante anos a banda foi pressionada pelas gravadoras para cortar seu cabelo e sacrificar o som do metal (segundo as mesmas) a favor de uma imagem mais punk. Mas com Dianno como líder, a banda pôde mixar os dois estilos e fazer um próprio, juntando o metal com o punk. Eles misturavam temas clássicos, ritmos de metal empolgantes e riffs de guitarra bem hardcore e rápidos.


O Iron Maiden foi a sensação do circuito do rock inglês de 1978. A banda tocava sem parar havia três anos ganhando um tremendo número de fãs, mas mesmo assim até essa época, eles nunca tinham gravado nada. No ano novo de 1978, a banda gravou uma das mais famosas demo tapes da história do rock, The Soundhouse Tapes. Com apenas três faixas, a banda vendeu todas as cinco mil cópias imediatamente, e não distribuiu a demo novamente até 1996. Cópias da versão original são vendidas hoje em dia por milhares de dólares. Duas das faixas da demo, “Prowler” e “Iron Maiden”, ficaram em primeiro lugar nas paradas de metal inglesa.


Em muitas das formações antigas do Iron Maiden, Dave Murray era acompanhado de outro guitarrista, mas grande parte de 1977 e todo o ano de 1978, Murray foi o único guitarrista do Maiden. mas durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos, tais como Paul Cairns, Paul Todd e Tony Parsons. No fim do ano, o baterista Doug Sampson abandonou a banda por motivos de saúde. Em Novembro de 1979, a banda assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que durou quinze anos. Poucos antes de entrar em estúdio, Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. Inicialmente a banda queria contratar o melhor amigo de Dave Murray, Adrian Smith, mas Smith estava ocupado tocando guitarra e cantando com sua banda Urchin.


Os Primeiros Sucessos.
Iron Maiden (1980)


Iron Maiden, o primeiro álbum da banda, foi lançado em 1980 e foi um sucesso comercial e de crítica. A banda abriu os concertos do Kiss na turnê do álbum Unmasked, e também abriu diversos concertos do Judas Priest. Depois da turnê do Kiss, Dennis Stratton foi despedido da banda por questões de criatividade e diferenças pessoais.


Killers (1981)


Com a saída de Dennis, entrou na banda Adrian Smith, que trouxe uma nova melodia ao grupo. Seu estilo meio blues meio experimental era completamente o oposto da velocidade de Murray, o que deu um aspecto interessante à banda. As duas guitarras se completavam, e com eles não existia a noção de guitarra solo e guitarra base, ambos solavam e ambos tinham notoriedade na banda, dando um aspecto harmonioso de duas conduções. Esse estilo já existia em bandas como Wishbone Ash e The Allman Brothers Band, mas ganhou um nível de destaque no Iron Maiden. Em 1981, o Maiden lançou seu segundo álbum, intitulado Killers, contendo os primeiros grandes sucessos da banda. Com o aumento de sua popularidade, eles foram introduzidos à audiência nos Estados Unidos. Killers ficou marcado como um dos álbuns mais rápidos e pesados da banda.


Anos Dourados.
The Number Of The Beast (1982)


O Iron Maiden nunca foi conhecido por usar drogas, e eram extremamente perfeccionistas no palco e estúdio. O vocalista Paul Dianno, por outro lado, sempre mostrou um comportamento auto-destrutivo, particularmente no que diz respeito ao uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações. Justamente quando a banda começava a ficar famosa nos Estados Unidos, Dianno foi expulso do Maiden. Em 1982, a banda substituiu Dianno pelo vocalista do Samson, Bruce Dickinson. Bruce entrou na banda, mas exigiu ficar com cabelo comprido e disse que só iria usar as roupas que ele gostava, já demonstrando muita atitude, traço característico de sua personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde.


Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções da banda, dando-lhes um tom mais melódico. O álbum de estréia de Dickinson nos vocais do Maiden foi em 1982, com The Number of the Beast. Esse álbum foi um sucesso de vendas e atingiu o topo das paradas em todo o mundo, trazendo canções “The Number of the Beast”, “Run to the Hills”, “Children of the Damned” e “Hallowed Be Thy Name”. Pela primeira vez, a banda saiu em uma turnê mundial, visitando os Estados Unidos, Japão e Austrália, tocando em estádios e fazendo começar a chamada Maidenmania. Foi nessa época também que alguns grupos religiosos começaram a acusar a banda de ter um cunho satânico, afirmando que as letras do Maiden estavam repletas de cantos demoníacos, invocando o demônio e vandalizando a mente da juventude. Toda essa polêmica surgiu por causa da canção “The Number of the Beast”, pois foi justamente a alusão explícita ao Número da Besta (666) que fez a trilha fazer sucesso. A canção é baseada no filme Profecia. A banda sofreu um pouco com esses rumores e foi obrigada a colocar na frente dos discos um aviso de “letras explícitas“.


Nessa mesma turnê, o produtor Martin Birch se envolveu em um acidente de carro com alguns fãs. O reparo do carro foi uma bizarra coincidência, contabilizado como £666, um preço que Birch se recusou a pagar, optando pelo valor de £668.


Apesar das polêmicas, o ator Patrick McGoohan não se importou em permitir que uma famosa frase sua da série, The Prisoner (O Prisioneiro), da qual era o ator principal, fosse usada no início da música de mesmo nome.


Piece Of Mind (1983)


Após o sucesso de The Number of the Beast, a banda adquiriu prestígio internacional, ganhando status de estrelas do rock. Antes de voltar ao estúdio em 1983, Clive Burr deixa a banda para se dedicar mais à família, e as baquetas são assumidas por Nicko McBrain, e com ele lançam quatro álbuns clássicos, todos esses receberam prêmios como discos de platina em todo o mundo.


Piece of Mind (1983) com uma pegada mais psicodélica, instrumentos com som mais abafado, trazendo “Flight of Icarus”, “The Trooper”, “Where Eagles Dare” e as progressivas composições “To Tame A Land” e “Quest For Fire”.


Na época as acusações de satanismo continuaram, causando controvérsias sobre mensagens ocultas em diversas músicas da banda, normalmente descobertas rodando-se faixas dos álbuns ao contrário.No álbum Piece of Mind uma mensagem desse tipo foi colocada no início da canção “Still Life”. Tocando-a ao contrário, pode-se ouvir o baterista McBrain dizer: “Hmm, Hmmm, what ho sed de t’ing wid de t’ree bonce. Don’t meddle wid t’ings you don’t understand“, seguido por um arroto. McBrain mais tarde admitiu que o trecho eram suas impressões sobre Idi Amin Dada. Ela diz o seguinte: “What ho, said the monster with the three heads, don’t meddle with things you don’t understand.“


No mesmo álbum, o renomado escritor Frank Herbert teve um conflito com a banda quando eles pediram permissão para compor uma canção com o nome “Dune”. Herbert não só recusou a reivindicação, como proibiu que o Maiden usasse qualquer citação do livro na canção. Steve Harris ainda tentou um encontro com o escritor, mas obteve a resposta do agente de Herbert, de que o escritor não gostava de bandas de rock, especialmente de bandas de rock pesado, como o Maiden. Por causa desse empecilho judicial, a canção foi renomeada como “To Tame A Land”.


Powerslave (1984)


Powerslave (1984) Também sucesso de vendas,tornou-se um dos albúns mais bem recebidos pelos fãs.Destaque para “Aces High”, “Two Minutes To Midnight”, a faixa título “Powerslave” e o épico “Rime of the Ancient Mariner”. A World Slavery Tour foi a maior turnê da história do Iron Maiden, que abrangeu o biênio 1984-1985 e com aproximadamente trezentas apresentações. Nenhuma banda tinha, até então, uma produção de palco como nesta turnê, onde se tinham sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e, é claro, um Eddie gigante, com mais de dez metros de altura. Live After Death (1985) representou o primeiro registro ao vivo da banda.


A banda tocou para grandes audiências na América do Sul, Ásia, Austrália e Estados Unidos. Curiosamente no Chile, a banda foi impedida de tocar por causa das canções, que supostamente faziam alusão ao satanismo.


Todos estes 3 álbuns continham riffs bem feitos, diversas mudanças de estilo na música, com um casamento entre letra e instrumental. O Iron Maiden quase nunca cantava sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. As letras das músicas da banda, diferentes das outras bandas de heavy metal, eram baseadas na literatura inglesa e em fatos históricos.


Experimentos.


Somewhere in Time (1986) com “Caught Somewhere In Time”, “Stranger In A Strange Land”, “Heaven Can Wait” e “Wasted Years” foi o álbum seguinte. A banda decidiu inovar, fazendo experiências utilizando guitarras sintetizadas pela primeira vez.


Seventh Son Of A Seventh Son (1988)


Em 1988, mais uma vez, a banda tentou algo diferente para o seu sétimo álbum de estúdio, Seventh Son of a Seventh Son. Este é um álbum conceitual, mostrando a história de uma criança que era possuída pelos poderes de vidência. O disco foi baseado no livro The Seventh Son de Orson Scott Card. Foi o disco mais experimental do Maiden até hoje, e é muitas vezes lembrado como o fim dos “tempos de ouro” da banda com a saída do guitarrista Adrian Smith.

Adrian saíra alegando diferenças musicais, embora também pretendesse resgatar um antigo sonho que era o de formar sua própria banda, que resultaria no projecto A.S.A.P de 1989. Uma grande turnê se formou ao longo de 1988, tendo como bandas de abertura, Guns N’ Roses, Megadeth e Metallica.


Segunda Fase.
No Prayer For The Dying (1990)


Pode-se dizer que o grupo tenha tido duas fases, pois, pela primeira vez em sete anos, a formação da banda sofreu uma mudança, com a perda do guitarrista Adrian Smith. Smith foi substituído por Janick Gers que tinha participado no primeiro disco solo de Bruce Dickinson (Tattoed Millionaire) e em 1990 eles lançaram No Prayer for the Dying. Esse álbum voltou com um Maiden mais pesado e cru que os do “tempo de ouro”, mas as letras ficaram mais fracas e simples, e a música não parecia tão desafiadora como nos álbuns passados. O vocalista Bruce Dickinson também começou com algumas mudanças no timbre de voz. Mesmo com todos esses imprevistos, o álbum foi um grande sucesso comercial e teve diversos compactos bastante tocados como “Bring Your Daughter to the Slaughter”, canção composta por Bruce para o filme Nightmare on Elm Street IV (A Hora do Pesadelo IV).


Antes do lançamento de No Prayer for the Dying, Bruce Dickinson lançou oficialmente sua carreira solo e conseguiu conciliar com o Iron Maiden (Gers era o guitarrista). Ele continuou com a turnê em 1991 antes de retornar a estúdio com o Iron Maiden para lançarem Fear of the Dark.


Fear Of The Dark (1992)


Lançado em 1992, Fear Of The Dark é um dos mais bem-sucedidos álbuns da banda em termos de vendagem, impulsionado pela canção “Wasting Love”, atraindo até mesmo gente que não costumava ouvir heavy metal. Outras bastante populares entre fãs foram “Fear of the Dark” (faixa-título) e “Afraid to Shoot Strangers”, uma crítica à guerra.


Mesmo com o metal perdendo espaço para o grunge em 1992, o Maiden continuava a encher estádios em todo o mundo. Dickinson continuava com seu estilo de cantar. Em 1993, houve uma grande perda, quando o vocalista saiu do grupo para seguir sua carreira solo. Bruce queria explorar outras vertentes do rock, mas aceitou permanecer na banda até o final da turnê, o que resultou no lançamento de diversos álbuns ao vivo. O primeiro, A Real Live One, que trazia as canções de 1986 a 1992, foi lançado em Março de 1993. O segundo, A Real Dead One trazia as canções de 1980 a 1984 e foi lançado logo após a saída de Bruce. Ele fez sua última apresentação com a banda (até voltar em 1999) em 28 de Agosto de 1993. A apresentação foi filmada pela BBC, transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de Raising Hell.


Mudança.
The X Factor  (1995)
Blaze Bayley.


Para substituir Bruce, em 1994, aconteceu um concurso em que para as finais restaram 3 vocalistas, eram eles, Blaze Bayley (Inglês), Andre Matos (Brasileiro) e Edu Falaschi (Brasileiro), no qual saiu vencedor Blaze Bayley, resultado este que deu muito o que falar, pois surgiram insinuações de que Blaze havia ganhado por ser Inglês como o restante da banda, uma vez que as vozes de André Mattos e Edu Falaschi eram mais parecidas com o tipo de musica que o Iron Maiden tocava. A decisão não agradou os fãs do Maiden, que já estavam acostumados com o vocal marcante de Dickinson. Após uma parada, a banda retornou em 1995 com o álbum de setenta minutos, The X Factor. Este disco tem a sonoridade mais distinta em toda a discografia da banda. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas (o álbum contém quatro faixas sobre guerras). As canções do álbum que se destacam são “Blood on the World’s Hands”, “Fortunes Of War” e “Sign of the Cross”, a última com onze minutos, cantos gregorianos e alterações bruscas de andamento. A turnê passou por locais nunca visitados pelo Maiden antes como África do Sul, Israel e outros países asiáticos.


Virtual XI (1998)


A banda gastou a maior parte do ano de 1996 viajando, voltando ao estúdio e desenvolvendo o álbum seguinte, Virtual XI. Contudo, o vocal de Bayley ainda estava bastante diferente para o gosto dos fãs do Maiden. Isso levou a grande parte do público a não comprar o álbum e Virtual XI não foi um sucesso, sendo o primeiro álbum da banda sem atingir a marca de um milhão de vendas pelo mundo, o que, junto com constantes deslizes vocais ao vivo, acabou sendo a senha para a saída de Bayley. Os conflitos passaram de musicais para pessoais.


Retorno.


Em 1999, Bayley foi retirado da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda anunciou que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significava que a formação clássica de 1983-1988 estava mais uma vez formada. Também Janick Gers iria continuar com os dois guitarristas clássicos: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd (além da famosa formação “Triple Axes” da banda americana Leather Wolf) a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, para celebrar a reunião, que foi um grande sucesso.


Brave New World (2000)


Em 2000, um novo período começou para o Maiden, com a banda lançando o álbum Brave New World. As canções são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, apesar do estilo indefinido que a banda apresentou, numa tentativa de retornar às origens do heavy metal tradicional, e ora pendendo para algo que alguns fãs arriscam chamar de metal progressivo. Por outro lado, a expectativa criada com o retorno de Bruce e Adrian foi mal aceita pelos fãs mais antigos e conservadores da banda, que esperavam um álbum semelhante à época de ouro da banda. A turnê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com uma apresentação no famoso festival Rock in Rio, que reuniu um público estimado de 250 mil pessoas e rendeu um DVD de sucesso. Foi o retorno do grupo ao Brasil e também ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley. Agora muitos dos fãs antigos têm seus próprios conjuntos, e sua influência pode ser escutada em diversas bandas de 1990 até os dias de hoje.


Dance Of Death (2003)


Em 2003 foi lançado Dance of Death, que ganhou disco de platina em diversos países. O conjunto também conseguiu promover alguns vídeos musicais na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente.


Em 2005, o Maiden anunciou uma turnê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o trigésimo aniversário da primeira formação. A banda foi para a turnê mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado The Early Days, em que o grupo celebra as músicas do período de 1976-1983. Também foi lançado um álbum ao vivo em 2005 intitulado Death on the Road, sendo que essa mesma apresentação foi lançada em DVD em 2006, DVD este que conta ainda com um disco extra com um documentário de noventa minutos mostrando os bastidores das gravações do álbum e da turnê mundial do Dance of Death, uma volta aos espetáculos teatrais e as mega produções dos anos 1980. A turnê foi um grande sucesso: o Maiden tocou para mais de três milhões de pessoas em 24 países.


A Matter Of Life And Death (2006)


Em 2006 a banda lança o décimo quarto álbum de estúdio, A Matter of Life and Death, com canções mais longas que o habitual do Iron Maiden. O álbum traz algumas características progressivas, que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda. Este álbum vem sendo considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feito pela banda, sendo considerado pela revista Classic Rock o álbum do ano de 2006, e obtendo uma classificação de cinco estrelas (classificação máxima) da revista Kerrang!, que neste mesmo ano elegeu o Iron Maiden como banda mais importante nos 25 anos de existência da revista. Em 2007, a banda faz uma turnê batizada de A Matter of the Beast Tour, comemorando os 25 anos de lançamento do The Number of the Beast. Neste ano ainda tocam como atração principal mais uma vez no Donnington Download Festival. Em agosto de 2007 a banda anuncia a próxima turnê que se chamará Somewhere Back in Time Tour 2008, que vai ser uma volta ao passado, onde a banda executará apenas canções dos anos 1980 (para os fãs novos também haverá uma canção dos anos noventa).


Em fevereiro de 2008, eles iniciam a Somewhere Back in Time World Tour na India, e a bordo do Ed Force One (Boeing 757 oficial da banda pilotado por Bruce Dickinson), eles passaram por muitos países (incluindo o Brasil) em agosto de 2008 tocando para mais de 3 milhões de pessoas em estádios e arenas. Em 2009 eles voltaram para a última parte da tour do Somewhere Back In Time que finaliza 90 aparesentações e com mais 6 shows no Brasil, onde tocam pela primeira vez no Recife, Belo Horizonte, Manaus e Brasília. O filme Flight 666 chega aos cinemas mostrando como é a vida da banda na estrada durante a primeira perna da tour de 2008.


The Final Frontier 2010
Depois de 30 anos do lançamento de seu álbum auto-intitulado em 1980, The Final Frontier será o 15° álbum de estúdio, conquistando a notável média de um novo álbum a cada dois anos durante 30 anos e totalizando mais de 80 milhões de álbuns vendidos neste período.

The Final Frontier World Tour começou Dallas em 9 de junho com 25 shows em grandes cidades dos EUA e Canadá, tocando para 350.000 fãs ou mais. Em seguida a tour embarca para a Europa, a partir de Dublin em 30 de julho e toca em alguns dos maiores festivais e estádios, indo finalmente para Valencia, Espanha, em 21 de agosto, e incluindo um show na Transylvania. Melvyn Grant. No Brasil, farão seis shows entre março e abril de 2011, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém do Pará, Recife e terminará em Curitiba.






Formação atual.


Steve Harris – baixo (1975 – presente) – Formação original

Bruce Dickinson – vocal (1981 – 1993, 1999 – presente)

Dave Murray – guitarra (1976 – presente)

Adrian Smith – guitarra (1980 – 1990, 1999 – presente)

Janick Gers – guitarra (1990 – presente)

Nicko McBrain – bateria (1982 – presente)


Outros.


Paul Dianno – vocal (1978 – 1981)

Paul Day – vocal (1975 –1976)

Dennis Wilcock – vocal (1976 – 1978)

Blaze Bayley – vocal (1994 – 1999)

Hall da Fama vai abrir exposição dedicada às mulheres do Rock

O Hall da Fama e Museu do Rock and Roll, nos Estados Unidos, anunciou a abertura da primeira exposição dedicada às mais influentes artistas mulheres do rock. O show de abertura está marcado para o dia 13 de maio, na cidade de Cleveland.

"Mulheres do Rock: Visão, Paixão, Poder" vai destacar mais de 50 artistas femininas. O local da exposição terá dois andares com produtos e salas de vídeo contando a história de como as mulheres moldaram a história da música popular.

Ao longo do ano, o museu vai oferecer também uma programação educativa sobre o papel que as mulheres têm desempenhado no rock and roll. Um show beneficente está previsto para acontecer no dia 14 de maio, com apresentações de Cyndi Lauper e Wanda Jackson.



Fonte: Bol

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Toca Raul !!!

O Post de hoje é uma música. A música se chama Aluga-se uma composição de Raulzito e Claudio Roberto. Na música raul fala que a solução é alugar o Brasil , foi lançada no disco Abre-te-Sesamo de 1980 quando o estavamos saindo da ditadura, mas podemos dizer que Raul foi sempre um cara um pouco a frente da sociedade. Ela foi regradava inclusive pelos Titãs, enfim uma canção que devemos ouvir e prestar muita atenção na letra.

Aluga-se

A solução pro nosso povo eu vou dar
Negócio bom assim ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui é só vir pegar
A solução é alugar o Brasil!

Nós não vamos pagar nada
Nós não vamos pagar nada
É tudo free,
Tá na hora agora é free,
vamo embora
Dar lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá pra alugar

Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico, tem vista pro mar
A Amazônia é o jardim do quintal
E o dólar deles paga o nosso mingau

Nós não vamos pagar nada
Nós não vamos pagar nada
É tudo Free,
Tá na hora agora é Free,
vamo embora
Dar lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá pra alugar

Nós não vamos pagar nada
Nós não vamos pagar nada
Agora é free
Tá na hora agora é free,
vamo embora
Dar lugar pros gringo entrar
Esse imóvel tá pra alugar


Arnaldo Antunes terá programa mensal na televisão






De acordo com a coluna Outro Canal, do jornal A Folha de São Paulo, o cantor Arnaldo Antunes terá um programa mensal na MTV.

A atração, que ainda não tem data para estrear, não será gravada em estúdios e promoverá encontro entre grandes nomes da música brasileira e artistas novos.

Fonte: Terra

Novo disco do Foo Fighters sai no dia 12 de abril


O Foo Fighters anunciou que lançará seu sétimo álbum no dia 12 de abril. O título do disco ainda não foi informado.
O primeiro teaser do CD, com 30 segundos da faixa "Bridge Burning", atingiu 500 mil acessos em uma semana no site da banda americana.
A gravadora Sony anunciou nesta quarta-feira que o novo álbum foi produzido por Butch Vig, mixado por Alan Moulder e gravado na garagem da casa do vocalista Dave Grohl. A banda, vencedora de seis prêmios Grammy, também confirmou que apresentará seu primeiro show do novo trabalho no Alabama, Estados Unidos, no dia 21 de maio, como prévia da turnê mundial que começará no dia 27 do mesmo mês.
Dentre os destinos europeus, o Foo Fighters vai tocar na Suíça, Reino Unido, Holanda, Itália, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Portugal e Irlanda. Especula-se que eles passem pela América do Sul ainda em 2011.


Fonte: IG/Último Segundo(EFE)

Vitalogy e Vs do Pearl Jam serão relançados com extras


A banda norte-americana Pearl Jam vai relançar os álbuns "Vs" e "Vitalogy", gravados nos anos 90, no dia 29 de  março. Segundo o site "Spinner", as reedições fazem parte das comemorações de aniversário de 20 anos da banda.
Gravado em 1993, "Vs" será remasterizado por Adam Ayan e vai incluir três faixas-bônus: "Hold on", previamente lançada na compilação de faixas raras e lados-B, "Lost Dogs"; "Crazy Mary", lançada originalmente no álbum "Sweet relief: a benefit for Victoria Williams"; e a inédita "Cready stomp".
Também devem fazer parte do pacote faixas gravadas ao vivo em um show em Boston, em 1994; canções retiradas da série de programas "Monkeywrench", veiculados pela banda na internet; e um documentário sobre o grupo dirigido pelo cineasta Cameron Crowe.
A nova versão de "Vitalogy", de 1994, também será remasterizada e três músicas extras: takes alternativos de "Better man" e "Corduroy"; e uma demo da canção "Nothingman".


Fonte: G1

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Coletânea dos Beatles no iTunes terá versões inéditas


 O álbum "Love", dos Beatles, será disponibilizado no dia 8 de fevereiro em uma edição exclusiva no iTunes que inclui versões inéditas de "The Fool on the Hill" e "Girl", informou nesta terça-feira a gravadora EMI.
Além da versão digital do disco, editado originalmente em 2006, o documentário "All Together Now", que aborda o processo de criação do espetáculo "Love" pelo Cirque du Soleil, será colocado à venda na loja de downloads da Apple com 84 minutos de gravação, além de abundantes extras.
"All Together Now" foi dirigido por Adrian Wills e conta a história por trás do projeto do Cirque du Soleil de representar um musical com temas dos Beatles.




Fonte: Bol

The Cure

O The Cure foi, sem dúvida, uma das bandas mais importantes da década de 80. Responsáveis por grande parte dos hits dessa época, o grupo ainda continua fazendo história, mais de 20 anos após o lançamento do primeiro álbum. E o grande nome por trás disso tudo é Robert Smith. Nascido em Blackpool, Inglaterra, o vocalista é o criador de quase tudo que a banda gravou e único membro a nunca abandonar o The Cure.

Montou o Easy Cure, em 1977, ao lado do baterista Lol Tolhurst, do baixista Michael Dempsey e do guitarrista Porl Thompson. Após uma experiência não muito agradável com a gravadora Hansa, gravaram o single "Killing An Arab". Bob assumiu as guitarras e agora como trio, mudam o nome do grupo para The Cure.

No ano de 1979, foi lançado o 'debut' "Three Imaginary Boys", que saiu nos Estados Unidos como "Boys Don't Cry", e acabou se tornando uma das composições mais famosas da banda. Dempsey, no entanto, resolveu deixar o The Cure e foi substituído por Simon Gallup.

O segundo trabalho "Seventeen Seconds" trouxe ainda mais popularidade para os ingleses e a música "A Forest" impulsionou as vendas do álbum em todo o mundo. Os discos seguintes são considerados grandes clássicos do Rock Gótico, "Faith" de 1981, e "Pornography", de 1982, com os hits "A Strange Day", "The Hanging Garden" e "Cold".

No ano seguinte, Gallup anuncia a sua saída e a dupla Bob e Lol resolve dar um tempo no grupo. O vocalista faz algumas participações com o Siouxie and the Banshees e o The Cure só volta em 1984, com "The Top", trazendo no line up Phil Tornalley no baixo e Andy Anderson na bateria.

Mas essa formação não duraria muito. Boris Willians, Porl Thompson e o antigo baixista, Simon Gallup integram o time e "The Head On The Door" chega ao topo das paradas nos EUA e na Inglaterra.

Uma coletânea de singles, intitulada "Standing on a Beach", saiu em 1986 e o inédito "Kiss Me Kiss Me Kiss Me", veio no ano seguinte e, além da faixa-título, também foram muito executadas ''Why Can't I Be You?'' e "Catch" e "Just Like Heaven".

Em 1989, o The Cure passou por momentos bons e ruins. O fato positivo foi "Disintegration", álbum ovacionado pelos fãs e críticos. Por outro lado, Lol Tolhurst abandona o grupo e alimenta uma longa briga judicial com seu antigo companheiro Robert Smith, sendo substituído por Roger O'Donnell.

"Mixed Up", um álbum de remixes saiu um ano depois e o inédito "Wish" colocava o The Cure de volta nas rádios com a pop "Friday I'm In Love". Em 1993, o ao vivo "Show" chega às lojas e logo em seguida vem outro "Paris (Live)".

Em 1996, "Wild Mood Swings" causa uma certa divisão entre os fãs devido ao experimentalismo presente em todas as composições. Mais uma coletânea de singles, dessa vez "Galore" foi lançada e para a surpresa geral, Robert Smith anuncia que o The Cure vai acabar. Como uma despedida para os fãs, gravam "Bloodflowers", um disco no melhor estilo do The Cure, uma banda que marcou para sempre a história do Rock e que continua conquistando milhares de fãs em todo o mundo, mesmo após terem anunciado o seu fim.

O grupo lançou em 2004 uma caixa especial contendo 4 CD's com todos os grandes sucessos e faixas raras de forma retrospectiva, e que inclui ainda um encarte de 76 páginas repleto de fotos. No mesmo ano, o The Cure retomou suas atividades e gravou um álbum inédito. Auto-intitulado, o material contou com a produção de Ross Robinson (Korn, Limp Bizkit e At The Drive-In). Apesar da escolha de um produtor tão diferente, a formação continua a mesma de 10 anos atrás com Robert Smith nas vozes e guitarra, Simon Gallup no baixo, Perry Bamonte na guitarra, Jason Cooper na bateria e Roger O'Donnell nos teclados.

Diversos filmes usaram títulos de canções dos Cure como títulos de filme, incluindo Boys Don't Cry (1999) e Just Like Heaven (2005). A série de TV One Tree Hill tem feito várias referências ao grupo: vários episódios têm nomes de canções como "To Wish Impossible Things", "From The Edge of the Deep Green Sea", "The Same Deep Water as You" e "Pictures of You". A música "Apart" teve um papel proeminente em um dos últimos episódios da 1ª temporada. Adicionalmente, na 3ª temporada, Peyton e Elie entram em uma discussão quanto a qual é o melhor álbum dos Cure: Disintegration ou Wish. E no final da 5ª temporada, Peyton escreveu a letra de "Lovesong" no chão da Rivercourt.

Em algumas situações, a imagem obscura dos Cure tem sido parodiada. No segundo ano de The Mighty Boosh, The Moon canta o refrão de "The Lovecats". Noutro ponto desta série, um poderoso spray para cabelo, o Goth Juice, é dito ser "O mais poderoso spray de cabelo conhecido pelo homem; feito das lágrimas de Robert Smith". The Mary Whitehouse Experience mostrava frequentemente breves clipes das estrelas do show cantando músicas cómicas e rimas de enfermaria como os The Cure em um estilo deprimente. Robert Smith apareceu no episódio final da primeira série de The Mary Whitehouse Experience, dando um soco no personagem Ray (interpretado por Robert Newman) enquanto murmurando a frase de impacto de Ray "Oh no what a personal disaster" ("Oh não, que desastre pessoal").

Robert Smith deu voz a si próprio na primeira temporada da série animada South Park a pedido de um dos criadores, Trey Parker, um fã dos Cure. Smith apareceu no episódio "Mecha-Streisand", aonde lutou contra a gigante metálica Barbra Streisand. Assim que se afasta triunfante pela montanha acima no fim do episódio, o personagem Kyle Broflovski grita "O Disintegration é o melhor álbum de sempre".

O grupo também compôs canções inéditas para filmes, como "Burn" para O Corvo, "The Dredd Song" para Juiz Dredd. Outras canções foram incluídas em bandas sonoras, tais quais "Boys Don't Cry" em The Wedding Singer e Busenfreunde; "In Between Days" em Grosse Pointe Blank; "Just Like Heaven" em Judas Kiss, Gypsy 83, Just Like Heaven e The Man Who Loved Ynge; "Doing the Unstuck" em Gypsy 83; Career Girls, American Psycho e Marie Antoinette.

Também apareceu em séries televisivas como Melrose Place, One Tree Hill, Beavis and Butt-Head, Cold Case, Reunion, entre outras.